The Bell: O valor da NXT

A brand NXT assumiu o lugar da ECW com uma série de novos – e conhecidos – rostos e uma proposta totalmente diferente. Qual é o espaço desse formato na estrutura da WWE? A NXT é uma grande ideia ou uma experiência duvidosa? Falaremos disso nessa edição de The Bell!

Para uma companhia tão estruturada sobre velhas tradições e estruturas como a WWE, um pouco de inovação e ar fresco fazem um bem incrível. Acho que é por isso que eu acompanho o que tem sido feito na NXT desde o primeiro programa.

Sempre tive a impressão que a companhia de McMahon caminha nesse negócio como um velho e desajeitado dinossauro, muito forte para ser derrubado mas nada adaptado aos novos tempos. A proposta da NXT era razoavelmente inovadora e gerou uma controvérsia razoável entre os fãs e a mídia especializada – como na nossa querida blogosfera luchadora. Em tempos tão escassos de novidades no mainstream da luta-livre, isso já valia uma espiada mais cuidadosa.

Acompanho o programa desde seu primeiro episódio. E acho que é realmente uma experiência digna de ser assistida pelo fã de luta-livre, por todos os seus pontos positivos e negativos.

Existem uma série de escolhas equivocadas que saltam aos olhos de alguém que observe o programa com certo olhar crítico. A relação mentor-aprendiz perdeu o fôlego com o passar dos programas e – numa decisão que parece habitual na companhia – por vezes parece a caminho de ser ignorada por completo. Certas parcerias simplesmente não funcionaram e outras com um potencial incrível como a relação conturbada entre Daniel Bryan e The Miz estão sendo progressivamente esquecidas, o que é uma pena.

O próprio formato também, mais adequado a um reality show do que a um programa da WWE, não empolga tanto. As provas são simplesmente não empolgam. É difícil comprar a ideia de realidade que parece ser pretendida sem o desenvolvimento de histórias interessantes. E é engraçado pensar que uma das melhores situações – envolvendo o calouro David Otunga e John Cena – tenha sido desenvolvida basicamente no RAW e não no NXT. Isso demonstra que a valorização das brands e figurinhas usuais que já cansou muitos fãs continua.

Apesar de tudo isso, há coisas muito boas acontecendo lá. Há personagens com potencial, como Wade Barret e Heath Slater, que estão se desenvolvendo apesar do pouco espaço para isso. Já tivemos boas lutas, proporcionadas principalmente pelos lutadores mais experientes do grupo. Aliás, o material humano do NXT deve ser o principal ponto positivo, pois mistura lutadores novos com grande potencial de desenvolvimento – ao contrário de boa parte dos novos lutadores apresentados nas outras brands e que simplesmente não impactavam – e habilidosas figurinhas conhecidas por aqueles que acompanham as companhias menores, como Justin Gabriel.

Para mim, a proposta do programa não ficou completamente clara. Existe uma aparente confusão com o objetivo proposto para seus lutadores, tudo parece bastante vago. Mas há boas lutas constantemente programadas e é ótimo ver o desenvolvimento dos combates dos participantes, na medida em que eles vão se acostumando ao palco da maior companhia do mundo.

Estamos espiando atrás da cortina de ferro construída com tanto afinco pela WWE durante anos e anos. Os pontos fortes e fracos que estão sendo apresentados de forma explícita para o público. É essa a verdadeira experiência real proporcionada pela NXT, que não parece ser a intenção da companhia, que vale o nosso tempo.

Para assitir:

Chris Jericho vs. Daniel Bryan

Matt Hardy & Justin Gabriel vs. William Regal & Skip Sheffield

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7 comentários em “The Bell: O valor da NXT

  1. Pra mim tava bem bacana akele periodo de apresentação ai depois se deu uma perdida pois não ficou claro a forma de determinar um vencedor ao final ficaram fazendo essas provas nada a ver e votações na internet,acho q foi isso q atrapalhou.

  2. Aê galera!
    Eu achei muito bacana o texto, simples, direto, e não é chato de ler.

    Sobre o tema eu não posso falar nada pois nao vejo mais WWE (Indy forever, man!) e só assisti umas quatro edições da NXT, mas concordo com quase tudo.

    A Jericho vs Danielson foi uma lutaça mesmo, principalmente aquele spot!

  3. Eu pensei que ia ser melhor que a New ECW; os combates ate sao, mas sao poucos e pouco empolgantes, provas mediocres.
    ECW era melhor, muito melhor comparado ao programa

  4. O grande problema, na minha opinião, não é ideia, nem roster, nem pros, e sim a má execução da ideia num geral. Pois eles fazem provas muito sem noção que ocupam boa parte do programa, a ideia de competição é boa, mas as competições em si são idiotas, ou por acaso tomar soda e se bater com canudos prova algo? Sem contar que por isso ocupar tanto espaço, mais comerciais, mais promos de alguma feud de Raw ou SD, sobra no máximo 7 minutos pras lutas, sendo que não dá pra mostrar o que realmente o rookie tem de bom em tão pouco tempo. Sem contar que as lutas, pelo menos nas últimas duas ou três semanas, foram iguais: alguns golpes, submission, face reverte e ali acaba a luta, sempre assim, do mesmo jeito, nenhuma surpresa.

    Seu texto foi muito bom e tratou de um bom tema. Como alguém ai em cima falou (Kingumaga :D) o NXT deu uma perdida mesmo, feuds boas e que tinham futuro e o próprio envolvimento entre os rookies em feuds não existiram ou pararam, deixando a coisa toda estranha. Pra mim era muito mais fácil fazer um torneio longo (todos contra todos, podendo ter three ways, fatal four way) ou um curto de eliminação, pra decidir o ranking e tudo mais, mas esse ranking também é outra coisa sem noção, porque como o Gabriel por exemplo, que nuam semana tava em terceiro, ganha do quarto, e cai pra quarto?? O que ele fez? Venceu, por isso caiu?? Nesses detalhes que acho que a NXT peca, mas não sei, veremos…

    Outra coisa que me preocupa é o futuro do pessoal que sair, e que “vencer”, ver se eles serão bem aproveitados, com oserão aproveitados, e quais serão suas feuds e tudo mais, porque vencer o programa e depois ficar de jobber é foda né!!

    Bom texto, mande outros assim, rápidos e objetivos, muito bom!!

  5. Comecei a assitir o programa e já parei…faz tempo.

    Eu já sou “vacinado” com a WWE ( assim como muitos fãs também) e particularmente já esperava isso, o que já não era tão inovador agora se mostra o programa mais horrível de wrestling ou coisa parecida que eu já vi.

    A idéia que no inicio já não era tão clara se perdeu totalmente, Danielson fazendo papel de bobo toda semana me irritou profundamente…e as gincanas estilo Silvio Santos? Meooo Deoooos Que Belezzzz

    A rir pra não chorar meus amigos… e dalhe Otunga!

    Bom texto cara…eu precisava desabafar…hehe

  6. Bom ter uma ideia do que ta acontecendo…eu vi apenas os dois primeiros programas se não me engano, e parei. Como o Xands disse, somos vacinados com a WWE, então expectativas demais sabemos que não é boa coisa. Mas acho interessante ver que tem um lado que atiça a curiosidade o suficiente pra resultar em um bom texto pra cá.

    Acho que, numa empresa tão grande e consolidada, qualquer passo rumo a uma renovação é válido…e é bom de se lembrar que renovação demais também pode não ser bom, e os próprios fãs reclamam. Quem é fã da TNA que concorde comigo, que desde que o Hogan entrou, a gente tem mais reclamado que elogiado. Acho que, no fim, ninguém tá muito acostumado com esse negócio de mudanças…Oo

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