Na Teia do Aranha #24

Não, meu povo, não é uma miragem! Estou voltando com mais um pensamento para este espaço (depois de um hiato maior do que o previsto) e pretendo voltar a dar atividade a este espaço que tem um objetivo: levantar o debate sobre variados assuntos do mundo do wrestling. Como sempre, as suas sugestões para próximos pensamentos podem vir junto aos seus comentários, pois serão todos guardados e usados em um futuro bem próximo.  O tema de hoje é um duelo que vem acontecendo com mais frequência nesses últimos tempos. Quer saber qual é? Clique e leia.

Bom debate e aproveitem o texto. Valeu!

Uma Disputa Sem Vencedores

Quase todos nós que frequentamos esse blog, mesmo com os gostos bastante diferenciados, temos duas coisas em comum: a primeira é ser fã de pro wrestling e entrar de cabeça nesse esporte que, quando bem estudado e conhecido pelas pessoas, acaba se tornando uma paixão (e em alguns casos até um vício). E a segunda coisa é que o nosso horizonte nesse universo certamente foi ampliado por causa da internet. Ela, que nos fez e faz conhecer tantas pessoas nesse meio é a grande responsável pelas atuais gerações de fãs, que comandam e criam tantos espaços, fóruns, sites e círculos de discussão pela rede mundo afora. Mas entrando no viés desse novo citado, sabemos a grande guerra se se expande pro essa mesma rede entre os que se julgam “mais velhos, sábios, anciões da montanha, fãs de Tommy Dreamer e ultra experientes” e os que se auto proclamam “a nova geração, a sabedoria egressa, sangue novo, fãs de The Miz e mais rápidos de pensamento”. Os dois lados vivem a dar investidas, numa batalha em que nenhum dos dois lados dá o braço a torcer. Vamos, junto comigo, ver quem tem a razão nesse embate?

Pelo lados dos mais experientes: eles já viram de tudo nesse mundo da luta livre, desde Ted Boy Marino até Triple H e enchem a boca ao dizer isso com todas as letras. Sabem exatamente todas as storylines do passado e lembram das rivalidades entre Hulk Hogan e Andre, The Giant e Steve Austin e The Rock como se estivessem entrando em um estado de êxtase (dando até um pouco de medo pelo preciosismo nos detalhes que alguns colocam). “Attitude Era” então? Só faltam rolar no chão e abanar o rabo de tanta alegria. E se alguém ousa falar de algo mais recente, aí começam a resmungar, dizendo que isso não é mais luta livre de verdade, é puro teatrinho e só criam personagens para vender bonequinhos e camisetas. Sem falar que pra boa parte dessa galera, Running Leg Drop devia ser considerado a técnica do ano até os finais dos tempos.

Pelo lado dos mais novos nesse mundo: para eles, o que vale são os vídeos que podem ver pela internet, as discussões em fóruns (alguns até com E-Feds que transformam as pessoas em ‘guerreiros ferozes do teclado’) e sites e blogs, como o nosso GRTR. Sem falar nas bugigangas que se pode comprar atualmente, desde camisas e bonés até bonecos, toalhas e pantufas. Além disso, pra esse pessoal, os que merecem estar no topo são Randy Orton, Sheamus, A.J. Styles, Evan Bourne e compania limitada e piram quando vêem alguém sangrando, como se aquilo fosse o maior momento da história do pro wrestling. Quando começam a falar de Ric Flair, Mad Dog Vachon ou Randy Savage, só faltam botar a máscara de proteção, reclamando que estão levantando muito pó no museu.

E aí? Sabe quem é que tem razão? Nenhum dos dois lados e os dois lados. Não, não estou ficando louco, afinal a palavra de ordem para qualquer universo em que se compartilhem gostos em comum é o respeito mútuo. Não adianta nada eu querer escrachar o John Cena, dizer que não luta porcaria nenhuma se eu nunca parei pra perceber o que ele tem de bom. Igualmente, não vale nada eu dizer que Hulk Hogan é um lixo se nunca dei a menor chance de parar e ver uma luta ou acompanhar uma storyline. Falta embasamento de ambas as partes para que se possa formular e desenvolver uma crítica construtiva com as pessoas, pois simplesmente dizer que “fulano não luta bem porque é feio, bobo e chato” não te garante nenhum respeito. Ao contrário, você ficará parecendo mais um na multidão dos que diariamente abrem espaços na internet e em outros lugares para “defecar” palavras pela boca, sem o menor filtro mental, sem o menor sentido ou razão.

Pensem, reflitam, conheçam. Esse não é um apelo que se constrói simplesmente com textos como esse que está prestes a ser encerrado, mas com atitudes. Vocês que viram e continuam a ver os seus lutadores favoritos, sigam o exemplo deles: encarem as adversidades e se superem. Nesse caso, a maior superação de todas é mostrar que fãs de todas as gerações podem muito bem conviver em harmonia e em paz, trazendo cada vez mais adeptos e apaixonados ao esporte e formando uma verdadeira família.

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5 comentários em “Na Teia do Aranha #24

  1. Voltou, que legal… Mais um pra reforçar o time GRTR!

    Sobreo texto, acho que a ideia foi legal, mas não posso dizer muito sobre, porque esse tipo de fã não conheço muito. Ok, conheço uns como eu que preferem a Attitude era, outros como Corba que preferem anos 80 e começo de 90, outros que só pensam em agora… Mas nenhum com caraceterísticas tão fortes como as citadas por você, apenas aquelas briguinhas características de quem foi melhor e de qual época foi a mais foda.

    Mas sei que tem esse “tipo” de gente por ai, que só quer estar certo e que não muda, ai que temos os chamados noobs, por isso também acho que ninguém está certo, temos dois lados que deviam pesquisar mais e conheçer e respeitar, simples assim!

    É isso ai, boa volta, e agora fique hein!!

  2. Boaaa Aranha, bom que voltou…
    Assunto bacana, hehehe.

    Até que essa histórinha de “teu ídolo não é bom, bom é o meu” tá parando por essas bandas.
    Lembro da época de WWE no SBT, que era uma discussão que só, e se resumia a isso… De um lado quem gostava do Batista, Cena, Hardy e achavam eles os melhores, de outro fãs de Undertaker, Hogan e companhia, e os achavam melhores…. Na verdade nunca achei com fundamento essas discussões, tá certo que uma brincadeirinha ali, zuadinha aqui, é válido, mas fica uma discussão chata que não chega a lugar algum…

    Acho até que o wrestling é legal por causa dissoo, você pode gostar do mais diferente lutador, mas terá argumentos para classificá-lo como o melhor, hehehe…

    … E apareça mais por aqui, João, hehe.
    Abraço

    • Opa! mais um que saiu do armári…quero dizer da toca! hehe

      Gostei desse texto, mas e vc? Vc é fã do Hacksaw Jim Duggan ou do Justin Gabriel?…

  3. Excelente artigo, aliás, como aqueles que vinhas escrevendo antes desse mesmo hiato de que dás conta na introdução do texto 😉

    Se puderes, acidiona-me no msn (famdf10@hotmail.com), sou o Dias Ferreira do XBooker, um blogue com 4 anos de existência e que se constitui como um dos projectos de maior qualidade e história na Comunidade de Wrestling Online Portuguesa!

    Continua, Abraço 😉

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