King of the GRTR Tournament: Round 4/Post 2

Os textos foram mandados, os participantes em posição, e os leitores com olhos na telinha, é hora do ROUND 4: WRITING CHALLENGE!

Agora, podem ler o resto desse post…

TEXTO 1: TEMA- Fake ou scripted? Sua opinião

“Wrestling is Real, People are fake”

É partindo desta frase de Mr.Anderson que inicio meu texto. A grande discussão com relação ao Wrestling, e talvez a grande crítica com relação ao Wrestling, é o fato de ele ser algo falso. O dito marmelada. Vamos falar sobre isso.

Para começar essa disussão teríamos que pegar o início do Wrestling, desde a época de Vince McMahon Sr.(não o que nós conhecemos, mas o pai deste). Vince Sr foi o homem que iniciou a revolução no wrestling, transformando-o em algo um pouco mais comercial. Até os anos 80, quando Vince Jr introduziu o estilo que se tornou o mais conhecido no mundo, o Pro-Wrestling era tido como algo real e competia com o Boxe como paixão nacional na categoria luta.

Nos anos 80, as coisas mudam. Vince decide que os tempos mudaram e era hora de algo maior surgir. E, apartir desse pensamento, e com a ajuda de Hulk Hogan e Randy Savage, ícones do Wrestling nos anos 80 e que foram grandes responsáveis em fazer do wrestling um show de caras e bocas que é hoje, Vince conseguiu transformar a luta livre em algo mais hollywoodiano, tendo, inclusive, inventado a Rock’n Roll Wrestling, que consistia na idéia de chamar cantores e celebridades (Ozzy Osbourne por exemplo) para participarem dos shows (claro que não lutando, mas como Managers). A idéia foi um sucesso e Hogan acabou por virar Herói nacional. E o Wrestling, por sua vez, virou paixão entre crianças e adultos.

E após as crianças crescerem, o wrestling também muda de cara: Sai a geração animada e colorida de Hogan, Bret Hart e Shawn Michaels e entra a geração attitude era(Os dois últimos também participaram da Attitude Era, mas Bret acabou indo para a WCW e Michaels se quebrou todo numa luta com Undertaker). Attitude Era essa que alavancou ainda mais a WWF(e também a WCW). Esta fase consistia em algo bem adulto, como bebidas, mulheres com pouca roupa e sangue. Tudo parecia muito real, parecia que o ódio entre os lutadores era real. No entanto, os anos passaram, e aconteceu.

A WCW, em crise devido ao sucesso da WWF, inventa mais uma das suas: Faz um DVD em que basicamente revela que o Wrestling é encenado. As pessoas se surpreenderam com aquilo. Não conseguiam acreditar que Stone Cold não era mesmo um beberrão e nem mesmo que Kane não veio do inferno. Isso foi um grande golpe para a indústria.

Mas, o wrestling não caiu aí. As pessoas gostavam de ver a WWF, mesmo sabendo que tudo era encenado. Era como uma novela. Com homens se matando num ringue e mulheres com pouca roupa, mas uma novela. O problema é que as mulheres com pouca roupa sumiram. E os homens, pararam de usar armas no ringue. O público foi ficando decepcionado. A WWF, agora WWE, havia decidido voltar no tempo, na época dos anos 80, só que sem o mesmo brilho de antes. Voltava a focar nas crianças. E os adultos?

Os adultos encontraram refúgio na nova sensação. Mixed Martial Arts. Não era bem como o Wrestling, não possuia storlines e nem armas eram utilizadas no ringue. Mas, era mais maduro. Talvez a WWF fosse algo para adolescentes e para os adultos se soltarem. Já a MMA, ou mais específicamente a UFC, é algo mais sério. Mais próximo do Boxe, que lá no passado tanto disputou com o Wrestling o posto de estilo de luta preferido da nação. A internet também é um problema. As surpresas sumiam devido a Internet. Conseguíamos saber quem era o X lutador por trás de uma máscara facilmente, porque as informações vazavam. Sim senhores, nós internautas também temos culpa pela WWE ter toda a fama de “marmelada”.

Mas eu ainda não respondi a questão do tema. O Wrestling é Fake, ou possui um script? Ora, ambos. Se possui um Script, é porque não é real. É encenado. Mas… e daí que é encenado? Por acaso existe mesmo um cara chamado Darth Vader? Ou alguma outra coisa de filmes, novelas e animações é totalmente real, tendo acontecido mesmo? É claro que não. O problema, é que todo mundo sempre soube disso. No caso do Wrestling, a mentira do passado é a consequência de toda a má fama que o Wrestling carrega atualmente. E não vai ser voltar com a Attitude Era que as pessoas pararão de dizer que aquilo que tanto amamos é marmelada. Não mesmo.

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TEXTO 2: TEMA-  O wrestling na cultura mundial

O wrestling cresceu apartir da Rock n’ Wrestling Connection, dos 80’s. Nesta época, a modalidade tentou, como atualmente, “subir às custas de famosos” de outras áreas (lê-se música, televisão, etc.). Todavia, foi antes disto que o percurso até o panorama atual se fez. A WWE, no início, chamava-se Capitol Wrestling Corporation, então território da NWA, na era em que esta, a National Wrestling Alliance, controlava os Estados Unidos por meio de divisões locais – hoje em dia isto seria inviável.

Entretanto, Vince McMahon Sr., por esta tal aliança entre NWA/CWC, logo teve atritos e, desta forma decidiu contrapor-se ao regime de dinamizar o desporto da luta-livre em regiões e, então, o resto é história (sim, a que todos conhecem até a WWE do presente).

Apesar de parecer, esta introdução não é, de todo, supérflua. O crescimento do professional wrestling é gigantesco. Como Eric Bischoff afirmou no seu livro, “Controversy Creates Cash”, a luta-livre prosperou muito nos últimos anos. E entendam deste “prosperar”, não só um desenvolvimento na própria arte do combate mas, ao contrário, num geral, para meios totais, globais.

No mapa que fiz, acima, podem-se ver os países, em vermelho, que recebem, segundo o Wikipedia, os shows da World Wrestling Entertainment via televisão. Em pensar que no início tudo se resumia ao país abaixo do Canadá… ah, se não fosse o reino de Buddy Rogers como primeiro WWE Champion. No entanto, pela internet, todo o resto branco resume-se à vermelho. Ainda que a mídia do computador não seja totalmente favorável ao esporte (uma vez que disjunta audiência da TV), não se pode negar o seu papel basilar no presente. O Brasil, sem ela, viveria exclusivamente com o WWE NXT, por exemplo…

Contudo, como supracitado no terceiro parágrafo, a WWE, sobretudo, fragmentou-se em outras áreas. Já existiu um bar de propriedade da indústria, uma liga de futebol americano – a XFL, apesar de ser uma “loucura” particular de Mr. McMahon, não tendo ligação com a WWE em si –, uma história em quadrinhos denominada WWE Kids, e pásmem, uma parte das cataratas do Niagara!

E, não obstante, a expansão afora do wrestling, como cita o Wikipedia, não limitou-se apenas a isto. Como muitos devem conhecer (talvez até por um famoso artigo do meu colega de blog, O_Raposa, hehehe), a maior federação de luta-livre do mundo, igualmente, lançou filmes, com diversos lutadores que, em certo momento, deveriam ser elevados (e muitos até foram, pelas próprias películas!) ou já o eram.

Ao lado, podem-se ver cinco exemplos disto mesmo. Quando a Hulk’amania nasceu, após a contenda entre Hulkster e Sgt. Slaughter nos 80’s, a WWE aproveitou-se do sucesso abrupto de Terry Bollea que, com sua fama em outras mídias, conseguiu trazer, também, figuras importantes de fora da modalidade, como Mr. T, participante clássico do evento principal da primeira   Wrestlemania, que simboliza bem a Rock n’ Wrestling Connection.

Pois bem, seguindo. Vendo a “mina de ouro” que Hulk Hogan simbolizava, Mr. McMahon colocou-o em diversos filmes (não apenas nestes ao lado), de qualidade duvidosa e roteiros parvos. Inclusive, em alguns deles, os prejuízos ocorreram em grande escala. Mesmo com a suposta “falha” destes empreendimentos “hollywoodianos”, o futuro provou que a WWE não desistiu totalmente de criar “atores” neste meio (é como Eddie Guerrero descreve no seu livro, “The Cheating Death, Stealing Life: The Story of Eddie Guerrero”, a WWE não é para qualquer um).

Quem acompanha notícias, obviamente conhece o filme Knucklehead, estrelado por Big Show. Anos atrás, também deve saber do The Marine I (com John Cena) e The Marine II (com Ted Dibiase), ambos filmes repletos de ação – e sublinha-se ação, pois o roteiro do filme é típico de longa-metragens do gênero, se me entendem… lastimável!

Para mim, os filmes produzidos pelo WWE Studios, assim como a série de videojogos Smackdown vs Raw são sempre positivos (e de modo óbvio, não no que concerne a qualidade). Eu, por exemplo, interessei-me pelo pro wrestling após jogar o SvR 2006, algo que provavelmente deve ocorrer com outros vários sujeitos. Assim, além de dinheiro, chama-se público para a empresa do Connecticut, o papel fundamental das “mídias extras”.

O que há de se pensar, também, é que a WWE desempenha estas demais funções por ser, exatamente, pautada pelos esportes-entretenimento. O tema proposto pelo HighlightsMaker é a cultura mundial respectiva a luta-livre e, muitas vezes, esta “cultura” não significa apenas as coisas que o prélio cria, como lendas, figuras mundialmente conhecidas. Para mim, este “folclore do wrestling” é, também, o próprio desporte do combate! Certa vez, li uma frase intere-ssante para se pensar: “A luta-livre no Japão é desporto, no México religião, Canadá tradição e nos EUA, merda”. Acuso dizer que nos Estados Unidos o público encara a modalidade como algo paralelo aos seus gostos (meio semelhante ao Brasil, onde para a maioria, é apenas uma “fase”, algo passageiro), enquanto em diversos outros lugares, ele é esta tal cultura de que lhes falo!

A disseminação do esporte no planeta ocorreu até mesmo antes do “boom” do wrestling nos anos 80. Assim, cada um o fez as suas maneiras, com diferentes regras e estilos de combate, para torná-lo no que é hoje. O pororesu – nipônica – é um exemplo de “stiffness”, onde muitas vezes o combate é real, só que com um script (para quem tiver a oportunidade, aconselho a uma busca no Youtube do golpe “lariato”, para entenderem melhor o que seria uma “clothesline” verdadeira). Assim, os wrestlers degladiam-se de verdade, tendo um resultado já decidido, no entanto, para vencedor. Enquanto isto, o México foi desenvolvendo um estilo mais vistoso, numa arte de spotfest. Por sua vez, os americanos tornaram o wrestling em algo que vai além da contenda, e passa a desenvolver música, filmes, algo que se vê muito bem no presente. Este modelo foi implantado em diversos outros lugares no globo, justamente pelo sucesso que obteve, apesar de não ser especificamente um tipo que dá destaque ao wrestling em si.

Pela paixão e identificação que os fãs adquiriram ao produto “WWE”, criaram-se legados, como os de Andre the Giant (que é referido em diversas músicas, filmes), por exemplo. Apesar de estar “verde”, a TNA tem concentrado-se, ainda que em menor escala, num gênero semelhante ao apresentado pela World Wrestling Entertainment. Não tenho conhecimento de filmes produzidos pela promotora, mas o (ex-) lutador da empresa de Orlando, Kevin Nash, já gravou muitos longa-metragens (sendo que só teve star-power suficiente para participar de tais filmes por ter passagem por WCW/WWE).

Para finalizar, gostaria de dizer que a cultura mundial do wrestling não o fará morrer, como muitos dizem. O wrestling nunca acabará! O máximo que pode ocorrer é o fim de algumas empresas mas, o desporto, este, permanecerá vivo, porque ele é tradição, amor, folclore! Em adição, nenhum gênero construído findará-se, nem o de luta, nem o de entretenimento. No livro “The Death of WCW” diz-se algo que chamou-me muito a atenção, por exemplo. A World Championship Wrestling declarou falência não pelos ratings (porque se fosse assim, provavelmente a WWE também já não existiria mais também, já que as audiências de onze anos atrás eram 62 % maiores), mas pela má administração de uma federação que nunca havia gasto mais de um milhão de dólares, contudo, com a ascendência do seu produto, acabou, em um ano, gastando seis. É assim que se deve encarar, de modo que o fim não esteja junto.

A mensagem que eu gostaria de passar, neste final, é que o desporto é puramente magnífico e a paixão das pessoas por ele é a chama que o move à frente, sem parar e sem deixá-lo acabar.

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E esse é o fim do post de hoje minha gente. Eu sei que tem mais 2 textos para publicar, mas achei que ficaria muito extenso, então deixarei pra postar o resto amanhã. O post está agendado e estará disponível às exatas 12 horas de amanhã.

Todos os leitores terão até dia 24 de Novembro para votarem nos textos desse post. Quanto a votar nos textos de amanhã, vocês terão até dia 25 de Novembro para faze-lo.

LINK PARA O KING OF THE GRTR TOURNAMENT: ROUND4/POST 3 –  http://bit.ly/9e36wa

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4 comentários em “King of the GRTR Tournament: Round 4/Post 2

  1. Cara, no texto 1 vc falou algo no finzinho q acho q esta errado.

    Após acabar com a WCW, a WWE não se viu mais com concorrentes, então acabou a attitude, veio então a “Ruthless Agression” que não era algo como a Attitude, incorporava um pouco mais de jovens, mas ainda sim era visando o público maior ( de 2002 a 2006 ainda tem vários momentos controversos )

    De fato só la pra 2008 que a WWE acabou com rastros de violência, sexo, q ja estavam escassos, pra oficializar a criançada no público

  2. Ótimos textos! 😛

    Bom, eu já tenho 95% de certeza de quem é o texto 2… Praticamente óbvio, e ainda já entregou tudo numa frase, e já acho que vai levar uns votinhos à mais de vantagem! 🙂

    Brincadeiras à parte, isso foi quase uma “aula”. Foi uma pauta muito interessante… E espero que os outros dois textos, sejam tão bons quanto esses (apesar de ser difícil :P)

  3. HeHeHeHe. Não vou comentar se meu texto está ai ou não. Pode estar, como pode não estar, então comentarei nos 2 posts, para evitar qualquer charlatarisse, heheeh…

    Pelo que vi nesse post e no que está agendado, os textos ficaram muito bons, bem produzidos, dignos de uma semi-final de champz, hehe…

    Tem apostadores bem sagazes ai viu, hehe…

    E uma coisa que pensei comigo: Se caso eu e Johnmds passar de fase, a final será entre os 2 oponentes que se enfrentaram no mesmo grupo da fase eliminatórias, quando a prova era Desafio de Apostas… Naquela ocasião eu acabei em segundo. Caso passar, não acontecerá a mesma coisa, hehe…

    Agora, essa fase é a mais dificil de saber quem passará, parabéns aos meus oponentes, mataram a pau nos textos.

    Abs.

  4. Bom…

    O Texto 1 achei um pouco confuso, se perdeu em certos momentos, os conceitos entre “real” e “marmelada” não ficaram bem claros, pelo menos para mim.

    O Texto 2 foi mais conciso. Achei estranho o mapa…(como não passa WWE na Italia, França e Espanha?) Mas no geral foi bom.

    Só uma coisinha que temos que lembrar ( em relação ao texto 2) o Pró-Wrestling como conhecemos hoje se originou nos EUA, a luta livre por exemplo no México, só chegou lá porque veio dos EUA em antigos shows tipo mambembe com grupos que viajavam pelo país.

    Agora como cada país a trata, ai vai de cada cultura.

    Votei no Texto 2.

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