Why so wrestling? #3 – Violência por Violência

Terrorismo no Estado do Rio de Janeiro, segredos de diplomacia mundial sendo revelados, violência urbana crescente em Recife, perseguições na cidade de São Paulo, entre outros casos tem se tornado rotina nos noticiários. Acompanhe o artigo onde faço um comparativo entre o mundo atual e o prelúdio de dois clássicos do cinema e, é claro, a luta livre! Sim, um assunto se liga com o outro, acompanhe na continuação.
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Pulp Fiction: Tempo de Violência, direção de Quentin Tarantino, e roteiro de Quentin Tarantino com Roger Avary.

Um casal sentado na mesa de uma lanchonete qualquer…

Ela: – Esquece, é muito arriscado. Não faço mais isso.
Ele: – Sempre diz isso. “Chega, nunca mais. É arriscado demais.”
– E sempre tenho razão.
– Mas você logo esquece.
– Esquecer nunca mais, agora é só lembrar. Sabe o que parece quando fala assim?
– Não me ouvirá mais soltar a voz. Não farei mais nada, portanto nunca mais me ouvirá como pato…
– Nem hoje à noite?
– Exato. Tenho a noite toda pra soltar a voz
Garçonete: – Querem mais café?
Ela: – Obrigada.
Ele: – Hoje em dia… Corre o mesmo risco que assaltando um banco. Os bancos são até mais fáceis. Os bancos federais não tentam deter um assalto. Têm seguro. Eles nem ligam. Nem preciso entrar armado. Soube de um doido que entrou no banco de celular. Ele dá o telefone ao caixa: “Pegamos a filha dele. Ela morrerá se não lhe derem o dinheiro”.
– Funcionou?
– Claro, poxa. O idiota entra no banco com um telefone… Não com uma arma nem nada, com um telefone! Leva tudo e ninguém faz nada.
– Machucaram a menina?
– Essa menina nem devia existir. Mas a questão não é essa. A questão é que a arma foi um telefone.
– Quer assaltar bancos?
– Estou só dizendo que seria mais fácil do que o que fazemos.
– Chega de lojas de bebidas?
– O quê? Chega de lojas de bebidas. Não tem mais graça. Têm estrangeiros demais. Vietnamitas, coreanos, nem falam inglês. Você manda abrir o caixa e eles nem entendem. Vamos acabar matando um. Eu não vou matar ninguém.
– Também não quero isso.
– Mas um dia será matar ou morrer. Um dia pegamos dois judeus que têm a loja há 15 gerações. O avô Irving atrás do balcão com uma Magnum. Tente entrar só com um telefone. Não dá.
– Chega, merda.
– Vamos arrumar emprego?
– Nesta vida, nunca.
– Então, o quê?
– Garçom… Café! Este lugar.
– “Garçom” é para homem. Este lugar? Uma lanchonete?
– E daí?
– Ninguém assalta restaurantes.
– Por que não?
– Os bares, lojas de bebida, postos de gasolina… Te metem um tiro na cabeça. Mas os restaurantes são pegos de calça curta. Não esperam ser assaltados. Bem, não esperam tanto. Em lugares assim, acho que ninguém daria uma de herói. Estes lugares estão assegurados, como os bancos. O gerente não dá a mínima. Quer que você dê o fora logo sem matar os fregueses. As garçonetes? Esquece. Sacrificar a vida pelo caixa?! Os da limpeza são ilegais que ganham $1,50 a hora. Não querem nem saber se você vai assaltar o dono. Os clientes nem se tocam. Estão comendo e alguém põe uma arma na cara deles.
– Tive uma idéia na última que assaltamos. Lembra?
– Muitos clientes entrando?
– Você pensou em bater a carteira deles.
– Foi boa idéia.
– Obrigada.
– Daria mais que o caixa.
– Verdade.
– Tem muita gente em restaurantes.
– Muitas carteiras.
– É uma boa idéia, não?
– Muito boa. Estou pronta. Terá que ser aqui e agora.
– Vamos.
– Tudo bem. Igual da última vez. Você controla o pessoal, eu os funcionários.
– Te amo, meu bombom.
– Te amo, gostosura.
Eles se beijam, engatilham as armas e pulam para cima da mesa.

Ele: – Atenção, isto é um assalto!
Ela: – Se qualquer filho da puta se mexer… Mato um puto por vez, até o último!

Sobe o letreiro…

Singing in the rain (Cantando na chuva), direção de Gene Kelly e Stanley Donen, roteiro de Adolph Green e Betty Comden.

Eu estou cantando na chuva
Apenas cantando na chuva
Que sensação gloriosa
Estou feliz novamente
Eu ando pelas ruas
Com um alegre refrão
Apenas cantando na chuva
Cantando na chuva

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Violência por Violência, por Criador Livraise.

Dois clássicos, duas épocas distintas. Vamos analisar o contexto histórico em que eles estão inseridos. Pulp Fiction é de 1995, um período onde a nova mentalidade americana estava se consolidando cada vez mais com os avanços da informática, a violência já atingia altos níveis – porém nada perto do que é hoje -, e a mídia de entretenimento usava a violência como suporte para tranquilizar a população. Um americano após assistir Pulp Fiction ficaria tranquilizado e relaxado após ver o que está passando ao seu lado, porém ficaria em fúrias ao sair do Theater após 45 minutos de Swan Lake Ballet de Tchaikovsky. Os 5 minutos iniciais do clássico independente de Tarantino evidenciam isto, inclusive com a música que fora escolhida, perfeita para a situação, diga-se de passagem. Por outro lado, temos Singing in the Rain, do grande Gene’O Kelly, em 1952, um período transitório, a população ainda estava se reconstituindo do choque que fora a Segunda Guerra Mundial, adaptando-se as novas rotinas de trabalho e ao estresse do dia-dia. Mal sabiam eles que as coisas podiam piorar, e muito!

A finalidade básica de um filme, seja ele bom ou ruim, é entreter! Entreter no sentido mais puro e poético da palavra significa fazer você se desligar do mundo ao seu redor, embarcar naquela aventura e desfrutar o máximo que puder por aquele tempo, independente do quão curto ou quão longo ele seja. Fato é que ambos os filmes cumprem este requisito básico, porém um filme não serve apenas para isto, ele também pode ter uma mensagem para passar a população, um apelo a sociedade, ou uma manobra política (Hitler manda lembranças). Singing in the Rain é um ótimo filme para transmitir paz e felicidade, Pulp Fiction por sua vez para transmitir confiança e reflexão. E era exatamente isto o que o grande público que assistiu a estes respectivos filmes estava procurando naquele momento, o que pode explicar até um dos motivos para o sucesso de ambos. Irei dar outro salto cronológico, remontando o tempo de Charlie Chaplin. Um período difícil, Pós-Primeira Guerra Mundial, Crash da Bolsa de Valores, um legítimo Antes/Durante/Depois Segunda Guerra Mundial – com direito a streams caindo toda hora… (trocadilho horrível!…), a população estava cansada de tanta tragédia em um período onde a violência atingiu o mais alto nível já notificado na história da humanidade, e eis que surge o novo gênio do Humor dá ao povo o que eles necessitam, esperança e felicidade. Ele ironiza situações vividas por ele e por todos, como por exemplo em Tempos Modernos ao ser escravo de um trabalho e não conseguir fazer nada além daquilo, e que é cômico, apesar de ser trágico.

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Agora, vamos ao nosso tempo atual. O que nós mais vemos na TV? Violência! O que nós temos feito para combatê-la? Bem, eu e você nada podemos fazer, com a exceção se você for um policial ou um político, mas se for um político, vai se foder desde já. Falando em meros cidadãos que são reféns e passageiros do mundo, para combater a violência geralmente nos desligamos do mundo atual, seja ouvindo uma música, vendo um filme, lendo um livro, passando umas horas com um ente querido… Ou nós, em especialmente, assistimos um evento qualquer de luta livre. Agora vem o questionamento, quem somos nós? Como nos agradam? Agradam-nos fazendo esquecer a violência com mais violência ou com alegria?

Questiono o que os fãs de luta livre por muitas vezes reclamam: – A falta de violência! Eu sou exatamente o oposto desta corrente. Para que mais violência? Já não basta o excesso de violência que temos na TV, nas ruas, no trabalho, na escola, e em casa??? Não demorará muito tempo e estaremos atingindo o mesmo nível de derramamento de sangue da época de Chaplin, não é preferível assistir um show de luta livre com direito a bom humor – Santino Marella -, um pouco de infantilidade com um anão, um herói como John Cena, e ainda assim alguns combates de extrema qualidade com lutadores excepcionais?

Encerro aqui meu questionamento dando asas para vocês darem vossas opiniões, e a partir de cada comentário – como eu já faço – irei complementando com minha opinião, afinal, stand up!

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38 comentários em “Why so wrestling? #3 – Violência por Violência

  1. Não… Prefiro ver um Show de Wrestling de qualidade, não prescisa ser Extreme como a ECW, pois afinal, a ECW é única, nada irá ser comparar com a federação da emoção …

    Ao invés de assisti um show que tenha um anão que não sabe lutar, e um cara que faz papel de super herói, prefiro ver combates de alta qualidade técnica, como os combates que acontecerão ontem no Final Battle na ROH…

    • Até concordo contigo, mas o grande problema de federações como a ROH, na minha opinião, é a falta daquele espetáculo de luzes, da pirotecnia, da magia de ter um main event ou um card com caras consgrados, das promos históricas… Por isto que gosto de wrestling independente, gosto sim, olha que o filme que eu citei no começo é um filme independente… Claro que tem suas proporções, eu acho que cinema independente é show de bola… Já pro wrestling isso não cola muito…

      • Mano, memso sem tudo isso, a feud Steen e Generico foi FENOMENAL, melhor do ano, e com lutaças, a última inclusive com estipulação foda. É aquilo, show e tal até incrementam o show, mas pra mim a qualidade da luta e feud, vale 99,9 %…

        • Não sei… Pode até ser que tenha sido boa, não acompanhei. Mas uma feud com aqueles vídeos bem trabalhados como a Shawn Michaels vs Chris Jericho ou Edge vs Undertaker dão uma emoção a mais antes dos combates, ah isso dá…

          A emoção de ouvir aquela música característica do wrestler, ah isso é outra emoção… Essas theme songs dos wrestlers de federações independentes são muito genéricas na sua maioria, se substituí-la, ninguém sentirá muita diferença. Experimenta mudar a entrance theme de Triple H, John Cena, Undertaker…
          Vishi, tem que mudar tudo…

          É disso que digo, uma bela produção que já muda a nossa mentalidade para o espetáculo.

        • Vídeos até teve, e foram fodas, mas o resto da produção realmente falta, mas pra mim, no caso dessa feud, nem precisou, porque foi ANIMAL!

  2. Tambem prefiro assistir wrestling de qualidade,mas sinto falta de um lado extremo(Não precisa ser toda hora mas o que custa um pouco de sangue em uma hell in a cell)

    Para mim Santino já perdeu a piada e o problema do Hornswoggle e que insistiam em colocar ele no ringue.

    E se for para ver um heroi,prefiro o Chris Hero…

    • Defina extremo…

      Não vejo necessidade de sangue. No MMA, existem combates que são violentissimos e não possuem sanguinolência, no máximo os machucados habituais de olho roxo e etc…

      E você NUNCA teve um herói na vida?

      Você nunca viu um filme, e depois ficou imitando alguns golpes, ou pensando como seria se você tivesse aquele poder ou etc? Se a resposta é sim, eu fico triste em imaginar, porque todos nós temos que ter tido um herói cara… Se a resposta é não, você entendeu.

      • O Extrmo que eu digo não é exatamente a necessidade de sangue,mas em uma luta que é simbolo de brutalidade o sangue iria combinar com a historia contada durante o combate.

        A questão do heroi,claro que eu já tive,como creio que todos já tiveram,mas o Cena e bem regular no ringue,e eu acho que tem wrestlers bem melhores no ringue e até no mic que poderiam fazer o personagem dele…

        • A questão do extremo é simples, um duelo bem tramado, com emoção e tudo mais, não precisa ser extreme… Dá pra encerrar uma feud tranquilamente sem o extreme. Agora eu te pergunto, independente de quando você começou a acompanhar wrestling, quando você começou tinha esse tal extreme? Não, certo?

          Você quando começou a gostar de luta livre, você gostava por que era violento ou por que tinha uma magia que te encantava? Na certa era a magia…

          Se você não soubesse que houve um período assim, você nem sentiria falta. Entende onde eu quero chegar?

          Sobre o Cena, ele tem algo que poucos ali tem, Carisma! E é carisma em excesso! E valeu pelo comentário abaixo rsrsrsrsrs

  3. Concordo contigo Livraise, tudo o que disse faz sentido( embora eu seja fã de CZW e sangue voando pra tudo quanté lado).Criticam a WWE por fazer entretenimento, mas lá em meados de 1930, um esporte foi criado no México, com um simples sentido.Entreter as pessoas.

    Quanto a violência excessiva, prefiro não comentar, pois não quero neguim falando merda no meu ouvido

    • hehehehe, bem dessa cara… Bem dessa… Eu acho que tudo é por período, na história do wrestling mainstream americano ele só foi violento por uma fase, que é ali o final a década de 90 até o comecinho do novo milênio… Mas eu digo do wrestling que ficou conhecido, famoso e etc… Porque na época anterior, assim como hoje, tinham as federações com propósito violento, como a própria CZW por exemplo…

      • Olha, eu até concordo um pouco com seu ponto de vista, não precisamos de violencia, mas nao precisamos de um anao e um italiano vestido de mulher, isso não é engraçado, é infantil.
        Bom humor no wrestling era a attitude era, com as promos de the rock e austin.
        O cena nao é exatamente um heroi, por mais que ele tenha “carisma” (ele nao chega aos pés de rock,austin,hogan,flair,hbk…) ele nao consegue fazer justamente o que e excencial na luta-livre: lutar.
        Seus combates sao muitos medianos, enquanto ao pessoal dali de cima eles nao eram só carismáticos, eles sabiam lutar, mas nao precisa ser uma lenda absoluta, pessoal como scott steiner, rob van dam e outros conseguiam fazer combates ótimos e ao mesmo tempo serem legais.

        • Hogan luta bem? Discordo plenamente… Cena tem melhorado muito, se você pegar as lutas do Cena de 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e agora 2010 vc vai notar uma enorme diferença cara. Ele tem melhorado muito.

          Eu nao defendi que os segmentos do Hornswoggle sejam otimos… Mas algo como Santino Marella é muito legal para o wrestling em si, talvez o que você considera infantil seja engraçado pra mim, aliás, nem tudo infantil é ruim. Um exemplo? Toy Story 3 – Filmaço! Eu adorei o filme, embora ele seja feito para o público infantil…

        • Eu tbm adorei toy story 3, mas o santino NAO é uma coisa boa para o wrestling, ele seria, mas se fosse tratado como piada no sentido de perdedor, como tendo um streak negativo grande, ou promos engraçadas, é como Os Mutantes da Record, uma boa idéia, mas executada tao mal que é impossivel alguem gostar.
          E o hogan nao luta bem, mas é (ou foi) MUITO mais carismático que o Cena.

  4. Ótimo mais uma vez Criador!

    Bom, eu não digo que sou à favor da violência na luta livre, porém, não sou à favor. Fico em cima do muro. Gosto mesmo, de lutas que tenham emoção, que faça o público acreditar que aquilo seja verdade mesmo, como dois caras lutando pra decidir qual o melhor… Eu mesmo, em muitos casos, em um tempo qualquer, me vem uma coisa na cabeça que é inexplicável, que faz eu mudar de ideia e até temer que aquilo é verdade, é uma coisa muito estranha, mas ótima.

    O Extreme, não é aquela coisa que você vai morrer se não acontecer, é uma coisa que de vez em quando, não faz mal a ninguém, e eu aprovo e gosto disso também!

    Já no caso do entretenimento, às vezes vira palhaçada. Ficam muito excessivos e acabam por enjooar bastante um real fã de Wrestling.

    • É, você chegou num ponto interessante. O fio da meada! Qual é o ponto necessário de violência? Eu acho que talvez no máximo uma rivalidade mais agressiva, umas cadeiradas aqui, outras lá, outras acolá… Não precisa fazer um banho de sangue num ringue. Se fizer, blz, aceito, mas o que muitos pedem é apenas um retalho da violência que rola no dia-dia. Se dependesse de alguns aí, rolaria até tiroteio no ringue…

  5. Bom texto, mas discordo ali do final.

    Não é bem violência o que vemos, se fosse pra falar de violência e SÓ, teria que usar UFC, na WWE não, eles lutam, e isso de algum jeito é violento? Claro que sim, mas ao mesmo tempo, você sabe que tudo aquilo é programado, como uma novela, e que eles não querem realmente matar o outro… E assim, a violência de hoje sempre existiu, e sempre existirá, em maior ou menor escala, resta o pessoal saber diferenciar, um exemplo é GTA. Um cara pode olhar pelo lado bom de CJ ter crescido na vida, saindo da vida de ser apenas um gangster qualquer e ter ficado rioo e com a família unida, e o outro, como já ocorreu, pode olhar o lado de que: ah, o cara mata e ocnsegue as coisas, e ainda é foda, vou matar todos.

    O ponto nisso tudo é saber interpretar, entender e ter consciência. Exemplo: Nexus vs. Cena, você pode ver pelo lado ruim dos ataques “criminosos” e da injustiça, mas pode ver pelo lado bom, que é ver um cara do bem, tentando acabar com o mal, nem que pra isso ele se sacrifique por todos.

    E ainda tem outro ponto. A minha luta predileta, e a melhor da história (minha opinião, foda-se :P) que foi Taker e HBK na WM 25, não vi pra ver sangue ou violência, vi para ver duas lendas, vi para ver o que eles sabem fazer juntos, e pra mim é a melhor, pois no final, você ficou mais espantado com um soco, ou com um golpe mais forte e violento, ou com a técnica mostrada, os reversals e a habilidade?

    Então é isso, o ponto de vista é pessoal, e cabe a todos nós sabermos dissernir e pensar do jeito mais “correto”, porque como disse, EU vejo wrestling como hobby FODA e como qualidade vejo técnica e incorporação do personagem, e não apenas vejo qual cara é maior, ou mais mal, ou o que bate mais.

    Mesmo assim, belo texto e que nos leva a refletir!

    • Vlw Gustavo. Bem cara, a questão de violência, UFC, WWE, é bem aquilo: UFC é MMA, MMA é um esporte. Os caras também não querem se matar. E nem toda luta é violenta, aliás, ultimamente poucas tem sido. De resto, penso praticamente o mesmo.

  6. Esse texto me remeteu há alguns filmes antigos e atuais sobre a antiguidade, na Roma Antiga, os cidadãos se algomeravam no estádio para assistirem as lutas, hoje em dia é exatamente igual, quantas pessoas não vão a um show do UFC, WWE e etc?? Por que eles vão?? Para assistirem as lutas, ver um batendo no outro, e isso pra mim é violência, logo eu quero ver violência pois se eu não quisesse eu iria assistir ballet.

    Eu também prefiro as grandes federações por causa do background que elas tem para desenvolver acima de tudo um bom espetáculo para o público, aí é que entra o entreternimento porém tanto as palhaçadas do Santino como as grandes lutas são entreternimento para quem assiste, bem como o ballet, o futebol, mas a luta livre em especial tem que ter violência pois é a essência da luta na minha opinião.

    Um exemplo bem claro disso foi quando o Morrison e o Sheamus estavam se pegando no ringue(no bom sentido) e foram separar, o que o público começou a gritar?? “Let them fight, let them fight”, ou seja, ninguém está lá pra ver dancinha, outros exemplo é que os maiores ratings são nas lutas e o que falar de quando o público vai ao delírio quando marcam uma luta por título??

    Resumindo, na minha opinião, se não quer ver violência vai assistir volêi, ballet, curling, patinação…

    • Cara, ir no UFC é pelo mesmo motivo que alguém vai ao estádio de futebol, de basquete e etc, é porque gosta do esporte. Essa sua visão sobre o UFC está errada cara. Isto não é violência gratuita, é um esporte. Se você quer ver violência pura, assiste um filme do Tarantino, muito mais trabalhado e tals…

      Eu discordo que a luta livre tenha que ser violenta, ela precisa ser bem feita e me entreter. O Let’em fight é normal, deixem-os lutar, isso nao significa que o público queira ver uma carnificina no ringue.

      Discordo do que vc disse, nós já temos violência demais, não precisamos tê-la na luta livre também. Porém é aquela proposta que eu trouxe no artigo, filmes de Tarantino são violentos e entretem, assim como Cantando na Chuva é Feliz e também entretem… Mas é isso aí, apesar de discordar, eu entendo sua opinião.

  7. Vejo por alguns comentários que muitas pessoas perderam o verdadeiro sentido de um show de wrestling, ou luta livre para mim.
    Parece que não tem sentido um combate se não tiver sangue, o tradicional “pique” como chamamos aqui no Brasil.
    Não culpo quem foi acostumado dessa forma por federações como a CZW, que tem pouca luta pra apresentar e muita coisa absurda com muito sangue, arame farpado e demais coisas que nada tem á ver com luta livre.
    Luta livre é um espetáculo, um show e não uma carnificina.
    O que me dá alguma esperança é em saber que a maioria que hoje comenta que ama hardcore, muito sangue, são muito novos em idade, e eu também quando tinha até meus 16 anos, adorava assistir uma série que saiu na época chamada Faces da Morte, onde eram registradas em vídeo mortes reais das mais variadas formas, atropelamento, assassinato, esquartejamento. Lembro que eu e meus amigos nos juntávamos na casa de um deles para assistir sempre que saía um novo. Achavamos aquilo o máximo.
    Hoje com 37 anos, vejo o quanto estavamos errados, mas isso é coisa de tempo para se perceber.
    Sou 100% favorável a um grande show de luta livre, com técnica, registros perfeitos, uma boa história antes e sobre o ringue, mas não faço a menor questão de ver sangue, pois a Luta Livre é arte, e arte não combina com sangue.
    Brilhante texto do Criador. Mais uma vez quero dar meus parabéns pelo texto e principalmente pela coragem do tema.

    • Subscrevo seu comentário e obrigado pelo comentário, eu também vejo uns filmes de terror, ultraviolence, mas é porque é um tipo de arte diferenciada, o wrestling pra mim é uma arte diferente, uma magia diferente, não precisa ser uma carnificina. Se botarem uma luta sangrenta, beleza, mas não precisa fazer disto um cotidiano… Até porque, prefiro HBK vs Undertaker em qualquer uma das duas WrestleManias do que qualquer luta ultraviolence que pode já ter existido.

  8. Viajei no texto, mandou muito bem mesmo, porém, contudo, entretanto… O caso não trata-se por ser PG o que desaponta alguns fãs antigos da WWE.

    Esqueça o sangue, o Hardcore excessivo (umas cadeiradas ou mesas quebradas bastam para saciar a sede de sangue da molecada), os kryptonianos…Nada disso é o motivo, na minha Tytanica visão (taí, gostei disso. Vou usar o termo Tytan em quase tudo, tipo o Batman e suas Bat-traquitanas :-D), da queda de ratings e este desencanto dos fãs mais ou menos xiitas.

    É a queda de qualidade técnica da luta.

    Comparem com as lutas dos anos 80 até meados de 97… As grandes estrelas eram grandes estrelas por merecimento, não porque conseguiam falar 180 palavras por segundo, ou tinham um chiste em cada frase dita, Não se auto intituluvam FDP’s, tampouco tinham o corpo besuntado em óleo ou pegavam a filha do chefe (né, Savage?). Os caras tinha técnica, tinha carisma também… Você torcia e muito, mesmo sabendo que… bem, você sabe. 😀

    Hoje em dia, vendo qualquer programa da WWE, eu durmo (recomendo para quem tem insônia). Assisto uma ou outra luta e vejo caras que até amam o que fazem, mas são mais do que lutadores, são produtos e devem servir ao seu público a todo momento. Raros são aqueles que evoluem (né, Miz?). Se o cara reclama ou diz que precisa de mais tempo para treino e não está no que foi marcado para estar ou fazer, ele paga o preço. Sem falar na rotatividade dos cinturões (Edge 10 x campeão??? Para o mundo que eu quero descer!), ou lutadores que somem do nada (Chill!).

    Acho que quem reclama com razão é o público que viveu esta época, antes mesmo da Atittude (que eu preferia a WCW). Eram raras as lutas ruins, que diferenciavam do entretenimento hoje que é vendido pela WWE. Onde o carro forte é o lucro com o merchandising e outras coisas e a luta mesmo, ficou em segundo plano.

    Parabéns pelo texto. Coisas que fogem ao lugar comum são sempre muito divertidas de se ler. Taí, entretenimento! 😀

    E tenho dito!

    • Concordo em gênero, numero e grau. A questão mesmo é que as pessoas acham que adicionar hardcore ou extremismo vai resolver o problema. Não, não vai! TNA é exemplo clássico disto. Eu não estou falando que eu goste da qualidade técnica atual, mas digo que é preferível um programa com um tiradas de bom humor, umas lutas legais soltas por aí, do que um programa com violencia livre e gratuita em demasia.

      E você entendeu bem a tirada de colocar o começo dos dois filmes hehe, é essa a intenção: ENTRETER. Entreter e debater, em todo caso. Valeu!

  9. Bla bla bla
    Podia ficar o dia todo escrevendo, mas…
    Macho gosta é de violência cara. E Wrestling é luta simulada, não é nenhum showzinho de comédia, e tem que ser de qualidade.
    Se não quer ver violência, mude de canal, pq wrestling é violência, e sem ela se torna irreal como temos visto, se torna um gibi em quadrinhos igual a WWE anda fazendo.

    We want Blood
    ECW ECW ECW ECW ECW ECW ECW ECW ECW

    • Errado, discordo. Primeiramente, esse seu conceito de MACHO viola o meu. Macho, pra mim, é o cara que assume responsabilidades, encara e segue a sua palavra. Esse conceito de MACHO está muito “Faroeste”. Wrestling não é violência, wrestling é um espetáculo. Diz aí, na raw de hoje, que espetáculo foi aquele do John Cena e Jerry Lawler “ownando” a Vickie Guerrero? Precisou de violência? NÃO! Foi um espetáculo? SIM! Foi igual um gibi em quadrinho? NÃO!

      Enfim…

  10. Só pra complemento concordo com Tytan em seu post.
    Primeiro de tudo é qualidade de luta técnica…
    e não tenho problemas com o produto que a WWE oferece, mas a WWE oferecer esse produto, a WWE que sempre foi a MELHOR do mundo perdendo em qualidade pra TNA…

    • Onde que a WWE perde em qualidade pra TNA?

      Em tudo que a TNA pode oferecer a WWE tem um produto melhor. Luta Five Stars da TNA? Temos na WWE também. PPV fodas na TNA atualmente? Na WWE tb não tem tido rsrsrsrsrs. Storylines da WWE são melhores… Nem a divisão feminina da TNA atualmente está lá essas coisas…

  11. Na minha opinião as duas coisas tem que ser balanceadas, não é legal um show com lutas fenomenais, mais sem nenhum trabalho artistico, mas também não é legal um baita show de pirotecnia e um caramba quatro com lutas maçantes de se ver, a segunda opção é ainda pior, pois ela agride a essência do wrestling, o propósito que o wrestling têm, a magia do wrestling foi criada pelo gênio que foi Vince McMahon pai, eu concordoque somente dois homens se pegando em um ringue não é nada atrativio (pelo menos para mim não é), por isso precisamos medir cada coisa na balança para que fique um show balanceado.

    A questão do sangue é muito sério, na minha opinião é inutilidade, pois aquela groselha engrossada que a WWE usa não vinga nem convence ninguém (a não ser aquelas criancinhas idiotas.), mas em um combate agressivo como uma Hell In A Cell ou em uma TLC a groselha engrossada pode dar uma animada no publico, ou seja mesmo eu achando que seja inutil deve haver um balanceamento que agrade os dois lados, não precisa ser a Old ECW que é que a maioria das pessoas querem ultimamente, mas a Old ECW ponham na cabeça de vocês, É INIGUALÁVEL, INIGUALAVEL, como já tentaram fazer na TNA que foi até um show legal, mas na minha opinião não chegou nem perto do que o SandMan e o Tommy Dreamer entre outros faziam, mas também não precisa ser como a WWE é hoje sem nenhum atrativo para os principios do wrestling e sim com um Unico principio que é fazer DINHEIRO.

    Minha Opinião que é quase do tamanho de uma Crônica hehehe

    • Ow, só um detalhe… Quase não há uso de sangue falso, a grande maioria das vezes são cortes na testa feito por uma navalha pelo próprio wrestler.

    • HEHEHE

      Concordo em suma com o que você disse, mas discordo quando fala que que a WWE não tem atrativo para os principios do wrestling. Qunado você diz isto, você ignora lutaças que tem tido ultimamente com Daniel Bryan, Sheamus, Morrison, ignora promos sensacionais com Edge, Del Rio, Nexus, Cena… E este é o princípio do wrestling. Agora, é claro que Mr. McMahon é um EMPRESÁRIO. O que um EMPRESÁRIO FAZ? Investe. A WWE é uma empresa, falando assim parece feio a pessoa querer ganhar dinheiro….

  12. achei que enrolou demais pra chegar na questão principal (a luta livre) pra depois escrever 5 linhas sobre ela… sei lá, talvez o problema é comigo mesmo, mas não tive muito saco pra ficar lendo sobre que períodos passava a sociedade norte americana, isso me pareceu um trabalho de sociologia de faculdade…

      • Concordo com o raposa dessa vez, você enrolou demais pra depois escrever um versinho sobre o tema do blog, me pareceu querer demonstrar toda sua cultura acumulada, eu entendo porem não concordo, isso é coisa de douchebags!

        • Meu caro, eu não quis mostrar toda minha cultura nem nada do gênero, apenas quis usar o comparativo entre dois períodos distintos para começar um debate sobre o tema que eu evidenciei desde o início do texto: Violência.

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