Na Teia do Aranha #27

Salve! Depois de um tempo de reflexão na caverna, volto para mais um pensamento que os leve ao debate. Dessa vez abordando sobre aspectos mais recentes que envolvem as duas maiores federações de pro wrestling da atualidade. Façam um bom debate e, querendo, sugiram temas para próximos textos, ok?

Abraços e valeu!

Trocando as Cadeiras?

Quem assista a pro wrestling, especialmente os que vêem a um pouco mais de tempo, sabem que as federações televisionadas mudaram muito. Tudo para atender as políticas de censura que o governo americano impõe a programação das redes transmissoras dos programas aliada a sempre presente ‘dança dos horários’ que sempre permeia as grades de programação por canais a fora. Não importa se a área de mudança dos programas é pequena, mas sempre haverá o risco de mudanças. E, nesses últimos meses, tenho assistido mais as duas principais: a WWE, que já assisto a um bom tempo e a TNA, que não assistia, mas algumas coisas me trazem o interesse a ver a galera da ‘Tia Dixie’ e tenho visto. A partir dessa visão das duas, tenho percebido uma certa inversão de valores, especialmente do final do ano de 2010 pra cá que queria compartilhar com vocês.

Primeiro, a TNA. Desde a chegada de Hulk Hogan e Eric Bischoff, muita coisa mudou: o ringue deixou de ser hexagonal e voltou a forma tradicional de quadrado, muitos superstars que vinham sendo subjugados pela WWE vieram pra empresa se unindo a outras promessas do circuito independente que se aventuram por ali, a maioria das storylines estão se tornando retilíneas e… epa, peraí. É aqui que quero chegar. Quando falo aqui de uma história de rivalidade retilínea, digo que isso está ajudando a TNA, mas é o mesmo elemento que mostra o maior ponto de mudança. Afinal, a empresa tinha um “fator surpresa” muito interessante. Uma ‘Steel Cage Match’, por exemplo, por mais que houvesse uma sequência de luta certinha, a criatividade dos lutadores fazia com que essa linha oscilasse de maneira que os fãs gostavam muito. Ainda vemos isso atualmente, mas a área de uso criativo dos lutadores foi muito restringido. Fruto de uma política de adaptação e cativação de um novo público-alvo criada por Hogan/Bischoff, que cismam que precisam imitar a WWE para fazer a TNA caminhar em frente, e querer seguir o padrão da WWE implica em censura, o que vai totalmente contra as raízes da TNA.

E a WWE? Bem, ela, desde que terminou a ‘Attitude Era’, dos caras abusados, lutas extremas e personagens icônicos, estava sempre sendo criticada por impor a regra da censura ao máximo que podia (bem diferente da TNA, que pouco se importou com isso), sendo chamado esse período por muitos de ‘PG Era’. As lutas e as rivalidades se tornaram mais simples e o auxílio dos efeitos especiais foram importantíssimos para que desenvolvessem as tramas. Lutadores talentosos são travados no que sabem fazer e muitos saem por não agüentar esse tipo de política, o que gera reclamações de todos os lados quanto a isto. Mas, de uns meses pra cá, vemos que tanto as storylines, promos e lutas têm aumentado sua qualidade gradativamente e dois fatos coincidiram com isso: primeiro, a derrota de Linda McMahon para a vaga do Senado americano e o afastamento gradativo de Stephanie McMahon da equipe criativa, quase que dando lugar a Paul Levesque (vulgo Triple H) nessa função. Elas são duas figuras que, ao contrário de Shane McMahon, travavam muito essa liberdade criativa da empresa, especialmente Linda que, com a candidatura, obrigou quaisquer coisas que se ligavam a ela e ao seu nome a se enquadrar de acordo com o “american way of life”, ou seja, aquela coisa perfeitinha, quase uma propaganda de margarina. Porém, já estamos vendo promos com maior liberdade expressiva, lutas com maior uso dos talentos dos wrestlers, como se aquela trava causada pela censura estivesse sendo largada aos poucos.

Por que falar disso? Porque vemos as duas maiores concorrentes do mercado, que sempre se degladiaram, mudando paradigmas que foram criados para elas e parecendo em certos instantes que um quer tomar a posição do outro. Será que a TNA está certa em querer abranger um público maior do que o atual? Será que a WWE está tentando voltar as suas raízes gradativamente, sem que as pessoas sintam tanto a mudança? Será que as duas tem razão? Será que as duas estão erradas? Aí são questões que ficam pro debate de vocês, mas uma coisa é certa: quem sairá ganhando será sempre nós, que vemos as empresas (de modo certo o errado) se preocupando com o público que o anima a cada show.

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4 comentários em “Na Teia do Aranha #27

    • Eu nunca citei que era uma liberdade total, mas que ela é crescente. Pois se fosse a uns poucos anos atrás, mesmo o Cena, seria praticamente demitido se falasse o que disse.

  1. A Linda perdeu a pouco tempo pra já vermos mudanças grandes. Sei lá, acho que a TNA, como disse um cara, tentou ser a WCW durante um tempo, a ECW e a WWF. Acho que esqueceu de ser a TNA!!

    E a WWE melhorou muito de 2009 pra 2010, e acho que se mudar muito em 2011, ai sim poderá ser pelos motivos citados!

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