Covil do Raposa – “Overdose de luta livre” parte 1!

Ahe amigos, no ultimo fim de semana, participei da Virada Cultural em São Paulo, um fim de semana todo cheio de atrações de graça na capital… E uma das atrações foi a luta livre brasileira BWF e a lucha libre mexicana CMLL.

Das 6 da tarde de sábado a 6 da tarde de domingo direto, tive praticamente uma “overdose” de luta livre, e posso descrever a vocês a sensação de se ver um evento ao vivo, e a experiência de se estar nos bastidores de uma federação de pro-wrestling, fui até mesmo o homem do gongo…. Querem saber como foi? Leia o resto do post pra saber…

Bom, não é de hoje que já sabem que sou um grande fã de luta livre nacional… Então devem imaginar como foi para mim passar mais de 18 horas nos bastidores da BWF.

Cheguei na cidade de São Paulo as 4 horas, a Virada Cultural começaria as 6, então tive duas horas até chegar em Anhamgabaú, onde tinha a arena de luta livre e o palco de comédia…

Alias, o palco estava muito bonito, apesar de estar ao ar livre, o ringue estava muito bem posicionado e iluminado.

Logo de cara vi o diretor da BWF Bob Junior dando as ultimas ajustadas no ringue, fiquei meio receoso de aborda-lo, pois parecia ocupado, mas depois de uns minutos circulando pelo ringue me aproximei e saudei o Bob, surpreendentemente o cara já adivinhou quem eu era… Eu não sabia que meu sotaque era tão nítido assim ¬¬

Agora uma das coisas que sempre vou me recordar, é a consideração do Bob, assim que afirmou quem era eu, já pediu para que eu entra-se nos bastidores, e quando me dirigia pra entrada, me esbarrei num dos meus lutadores favoritos do Brasil, O Dragão Branco Ninja…

E te digo, as vezes ficamos pensando como seria os profissionais que admiramos, se eles são gente boa, se quando puder conhece-los eles não vão te desapontar e provarem que são cretinos de marca maior… Mas a vida foi boa comigo, pois ninguém que conheci da equipe da BWF me desapontou, muito pelo contrário…Assim que encontrei o Ninja e disse quem eu era, ele me cumprimentou com grande entusiasmo, afinal graças ao nosso amigo Jack que visitou a BWF uma vez, o Ninja já sabe que sou seu fã de longa data, tanto que tirou uma foto minha com ele, em sua própria máquina…E não é todo dia que um profissional que você admira, retribua isso com tanta consideração como essa… Realmente me sinto honrado por ser fã desse profissional, assim como pessoa…

Logo após isso, ele me levou pra tenda onde ficava os lutadores da BWF, e de quebra já me anunciou, “pessoal, esse aqui é o Raposa”, bem, digo que foi um tanto inesperado, pois de repente eu vi Mano John (um dos que mais me recebeu bem na hora, e me convidou pra entrar), Jeca Tatu, Kid Abelha (que realizou esse incrivel spot), Bia, Nocaute Jack e Renato Dias… E não é que se lembraram de mim? Mesmo só tendo falado com eles pela net, me cumprimentaram com a mesma consideração que até agora fui recebido, me convidaram a me sentar e servir-se de umas frutas que tinha na tenda… E te digo, ganhei meu dia nesse momento, ser bem recebido por lutadores que você passou mais de 4 anos vendo só pela internet, é quase surreal de se acreditar…

Tudo bem, podem não entender direito esse meu ultimo parágrafo, mas é só meu espírito de fã falando mais alto… E por falar na “recepção” eu cai na pegadinha do peso graças ao Renato Dias e recebi um batismo de tapas… Sim, aprendi que os caras alem de gente boa são sacanas de marca maior… Tão sacanas que a cada lutador novo que eu conhecia, o cara tentava me fazer cair no mesmo truque sem saber que eu já  o conhecia (do pior jeito).

Logo após isso conheci outro profissional que admiro… O Gigante Xandão, que o que tem de tamanho tem de personalidade, agora entendo porque poucas pessoas podem vence-lo, o sujeito é muito mais alto pessoalmente do que possa imaginar vendo em vídeo… Mas uma vez fiquei impressionado, por mais um lutador que admiro me ter tratado tão bem quanto ele…

Denis, Kid Abelha e o Xandão

Como eu disse, todos que conheci nesses dois dias na BWF foram gente boa, mas uns tive mais conversa do que outros, não querendo excluir minha consideração por ninguém que talvez eu esqueça de mencionar…

Por exemplo, um dos lutadores que talvez muitos não conheçam, mas conversou comigo por bastante tempo e teve a gentileza de tirar umas fotos minha com os lutadores da CMLL foi o Chino Rapper, que é uma grande pessoa (literalmente) hehe!

Vinicius, Igor Lopes, Beto e Chino Rapper

Assim como o árbitro “Ma-ma” e um dos veteranos da luta livre nacional o Laranjinha (que me explicou bastante “segredos” da luta livre), por isso faço das palavras do Junior as minhas, temos que respeitar as lendas, pois elas tem conhecimentos e histórias pra passar que não tem preço.

Mas continuando, estava chegando a hora de ver pela primeira vez um evento ao vivo de luta livre, pela primeira vez sentir como é ver os golpes, atuações e gritos do público pessoalmente…

E te digo… Sem arrogância, mas… Ninguém é um fã realmente completo de luta livre se nunca assistiu a um evento pessoalmente, muda todo seus parâmetros de conhecimento sobre o assunto, é absolutamente fantástico poder ouvir o público gritar, ouvir o som da porrada, ver o combate em um angulo fixo e pessoalmente, sei que muitos vão me xingar por isso mas, compare entre assistir futebol pela tv e ao vivo no estádio e vão entender do que estou falando… Muda completamente a sensação…

E olha, eu digo que… Não tem público mais eufórico que o brasileiro, imaginem aquela frenesi da ECW antiga… Pois é, o brasileiro é assim durante a luta toda, e não só em spots arriscados, pena que a BWF não consiga captar o som da plateia nos programas, ou vocês acabariam gritando junto com o embalo do povão.

Após encerrar a primeira apresentação da BWF no evento (eles ainda teria que se apresentar durante a madrugada inteira), voltei aos bastidores e tive uns momentos épicos como dividir o lanche com o pessoal da equipe (ainda bem que o que eu levei pra SP, não azedou durante a viagem XD) e foi hora de conhecer mais pessoas…

Agora conheci o Beto, El Gringo e Red Calibre, alias o Red ligou para o Nino Mercury só pra eu conversar com ele, acontece que Nino estava em Americana (cidade perto de Rio Claro, onde eu moro) emprestando seu ringue pra um evento de MMA lá…E até a próxima apresentação da BWF passei um bom tempo falando com El Gringo sobre rock, com Red sobre condicionamento físico e com o Beto sobre lesõs…Alias vale uma ressalva, Beto o Anjo Loiro foi se não me engano o cara que mais lutou na virada… Principalmente pra substituir lutadores que se lesionaram, não sei como ficou vivo até o fim… No final ele tinha mais vergões nas costas do que um frequentador de clube sadomasoquista!

Anjo e Sonico se preparando antes de entrar na arena!

Nesse período de tempo vi o narrador Renato Dias assistindo aos mexicanos da CMLL e me contando todos os segredos da lucha libre… Viram? Tive uma palestra sobre lucha libre com um veterano…ME INVEJEM!

Bom, chegamos perto da meia noite agora, e tudo que tenho pra contar só esta na metade, se escrever todos momentos épicos que presenciei (e participei…Sim amigos, eu participei do show), mas para saberem disso só lendo a segunda parte…

Sim, não gosto de dividir colunas, mas ficaria muito extensa essa se contar tudo… E não sei se interessa a boa parte do público do blog saber disso tudo, mas aos fãs apaixonados de luta livre vão entender e acho que querer saber como é finalmente conhecer e participar dessa paixão que une todos nesse blog…

Fora que…guardei as melhores partes pro final, ainda tem muita gente pra se mencionar e momentos para descrever, então até breve na segunda parte, quem sabe eu não ensino vocês também o segredo dos tapas de Ric Flair XD.

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28 comentários em “Covil do Raposa – “Overdose de luta livre” parte 1!

  1. Oh que coisa linda, Raposa sempre apoiando o humor e o crescimento da luta livre nacional, pobre Raposa…

    Parabéns pela cobertura da CMLL, no mínimo divertido, adios.

    • Encontrou sim, mas o mais engraçado foi ele ter me oferecido salgadinho, ter conversado comigo, ter até pedido o cinturão que estava comigo e… não saber que era eu!

      Mas eu replico todas as suas palavras. Ver uma luta na TV ou internet é uma coisa. Ver ao vivo é outra completamente diferente.

      Foi uma experiência emocionante mesmo, ver as lutas e conhecer os lutadores, os bastidores. Valeu a pena, mesmo com o cansaço. Faria tudo de novo, aliás, farei tudo de novo!

      • Saber que eu poderia ter ido, com sorte visto vocês lá e com isso poder entrar nos bastidores, dando migué, claro, mas que não pude nada disso porque fui OBRIGADO a ir a outro local, é no mínimo frustrante :S

        • Foi sim, a primeira vez em um evento ao vivo de luta livre, de um modo geral. E, mesmo sendo veterano de chat da alltv (além de veterano de ver luta na tv, internet, brincar com bonequinhos, jogar no video game, fazer desenhos, etc, etc), a emoção é tão grande que até agora eu não “desliguei” daquela coisa toda. Foi emocionante mesmo e eu espero voltar todo ano agora, no mínimo uma vez ao ano quero ver isso tudo de novo!

  2. Muito bom, Raposa. Algo que poucos podem apreciar!

    Bom, deve ter sido muito, mas muito mesmo bom… Ser recepcionado deste jeito, ter a sensação de entrar nos bastidores não é pra qualquer um… tem que ter muito respeito!

    Eu estava praticamente decidido em ir na Virada, mas horas antes, aconteceu o imprevisto, e não deu mesmo pra ir…

    Infelizmente, não conseguir ir ver, mas talvez acho que ano que vem, se acontecer denovo, estarei disposto a ir e combinarei com outras pessoas que não sejam apenas tratantes Hehe.

    A emoção de apreciar o espetáculo ao vivo deve ser grande, assim como num estádio mesmo, onde lá sim dá vontade de gritar, torcer e vivenciar o que está vendo.

    Como já disse, não deu pra ir, assim como em várias vezes em ter a oportunidade de ver a lulta livre nacional ao vivo, sendo que não precisaria de esforço, mas ainda garanto que UM DIA, estarei presente numa arena que estiver ocorrendo um espetáculo! 😛

    E estou à espera da parte 2! 😀

  3. Muito bom Raposa, realmente, a virada foi FODA!
    Você como “Homem-do-Gongo” foi foda, bem que a BWF podia te contratar para tal trabalho xD
    Realmente, ver a BWF ao vivo é outra coisa.Pela TV ou pela internet muda totalmente.Não só a platéia, como também a luta em si.Só entrei nos bastidores pois eu estava junto com Toko “O Infernal”, que é bem “querido”, digamos assim, pela BWF.Realmente, o público brasileiro ficou eufórico 100% do tempo, principalmente nas lutas da CMLL.Nunca tinha visto como a Luta Livre no Brasil dava certo.Só falta mesmo, é o investimento da prefeitura, e se houver isso, o retorno pode ser gigante.Quem sabe agora, que a CMLL veio pro Brasil e que a WWE voltou a passar na TV, não signifique uma valorização maior não só do “Wrestling” mas também da Luta Livre Nacional, que precisa de um “UP”…Ótima Coluna, fico no aguardo para a 2ª parte…

  4. o raposa tentou sabotar o evento, aparecendo lá sem mascara. mais da metade do pessoal presente morreu de susto eo restante estão traumatizados pelo resto da vida. essa informação foi dada pela fatima bernardes no jornal nacional

  5. Grande Raposa
    Eu tinha certeza que o dia que vc visse de perto, e os bastidores, da LLN vc iria se apaixonar mais ainda.
    Gostei muito de sua narrativa bem colocadas as palavras que nos faz parecer estar junto ao que vc esta narrando. Quanto as pessoas que vc sita, realmente são todos diferentes nos bastidores, todos tem seus méritos, mas o Bob e o Igor, com certeza são de se tirar o chapéu.
    Parabéns mesmo e vou aguardar a segunda parte, pois assim eu me sinto participando de tudo o que vc passou…é fabuloso né ?
    Fique com Deus

    • Obrigado pelas palavras Stiner… quero dizer, se não for nenhum fake hehe!

      Você tem razão, não tem como não gostar ainda mais da luta livre, podendo “participar” dela, mesmo que nos bastidores, como fã é um sentimento apaixonante…

      hehe! vou falar dos dois na segunda parte…

      • Caro Raposa
        Primeiro obrigado pela resposta e fique tranquilo que sou eu mesmo, claro que parece estranho né? Depois de , via TB e chat ALLTV, a gente discordar de algumnas coisinhas…heheh, mas posso te garantir que respeito o trabalho das pessoas ainda mais se eleas amam a LLN e isto sempre vi em suas escritas.
        Como agora eu preferi ficar apenas com meu blog procuro ler mais alguns blogs pra saber sobre LLN e o seu, confesso que não sabia que vc escrevi neste, pois sempre pensei que éra só no Humor do PLL e te peço desculpas por isto, mas fique certo que aqui estarei e sempre que vc falar sobre LLN tera meu comentario.
        Fique com Deus

  6. Foi um prazer conhecer o Raposa pessoalmente, e tenham certeza que todos vocês sempre serão bem vindos e bem recebidos em nossas apresentações.

    Sem querer ser repetitivo mas sendo, Ao vivo é do K$#&¨$%lho!!!

    Ps. Raposa não esqueci da sua foto com o Zé do Caixão não, é que não deu tempo de descarregar a máquina.

    Abraço a todos do GRR

  7. Se não fosse o cabo de aço de debaixo do ringue ter estourado e eu estar “encarregado” juntamente do Pirata e do Bob de arrumar, teria ido te buscar à tapas na arquibancada quando te vi lá como se fosse uma raposa de olho em uma presa mas com cara de assustado, hauehauehae…

    Sua visita foi muito gratificante. Sua ajuda nos bastidores, sua presença e apoio com todos foi muito legal. E suas fotos com o cinturão já estão no e-mail. Agora vou apagar aquela “assombração” de meu celular, hauehaue

    Até a próxima!

  8. Pingback: O que tenho visto de Luta Livre Nacional « Dentro do Ringue

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