Wrestling Roundtable: WWE :: Over The Limit :: 2011

Aqui fica a análise do Over the Limit 2011 elaborada por três colegas do nosso blogue parceiro, o Universo Wrestling. Espero que gostem apesar da extensão grande do texto e deixem algum feedback para sabermos se continuaremos a postar isto aqui no GRTR 🙂 Para ler cliquem na extensão do post…



O Show abre com um pequeno vídeo fazendo alusão aos combates pelos Títulos Mundiais, com Cena, The Miz e Christian no principal destaque.

Rebenta a prirotecnica e já está R-Truth a encaminhar-se para o ringue, iniciando portanto o evento com o seu combate frente a Rey Mysterio.

Ainda antes da entrada do mexicano, Truth faz uma promo referindo-se ao local onde estacionou o carro, pois este seria muito próximo dos carros do pessoal na assistência e dizendo que deveria ser tratado muito melhor do que eles. Michael Cole parecia estar bastante agradado com o teor das palavras deste pois a meio do seu discurso soltou uma gargalhada em tom de regozijo para com o público. A revolta de R-Truth continuou a sua revolta para com o público para quem já havia dançado e trabalhado, até advertir que iria tomar o “spot” de Rey Mysterio, bem como de qulquer um que quizesse, isto até ao Mexicano aparecer na rampa para darem início ao combate.

De referir que ainda antes des iniciar, os comentadores continuavam o bate bocas, com Cole a defender que R-Truth deveria estar a lutar pelo Título Mundial, não tivesse sido este vítima de uma “conspiração”.
– Rey Mysterio vs. R-Truth
Inicia o combate com uma iniciativa ofensiva por parte de Truth, facilmente virada por Rey Mysterio ao levar o combate para fora do ringue por momentos. Já dentro do ringue, após apanhar o mascarado no topo do canto R-Truth consegue reverter a ofensiva a seu favor momentâneamente. O combate foi fluindo com Truth a ter a primeira tentativa de pinfall, facilmente refusada por Mysterio. É nesta fase do combate que o mexicano começa a ser destruido, colocando-se Truth a conduzir todo o combate, por entre algumas tentativas goradas de efectuar o acentamento. Após um erro, Rey lá consegui contra-atacar um pouco, efectuando de seguida os seus moves da praxe, castigando um pouco o seu adversário. Um Twisted Elbow devolveu o control do combate a Truth, mas num counter do mexicano este colocou R-Truth em boa posição para receber o 619, ao qual facilmente escapou, e aapós uma troca de “solhas” Truth acaba por conseguir aplicar o seu finisher para efectuar o cover.

No final do combate R-Truth ainda agrediu Mysterio com uma garrafa de água antes de se dirigir para o backstage. Curioso que após o termino do combate a música de Truth nunca chegou a soar.

STYLES:R-Truth vs Rey Mysterio: Não foi um dos melhores opener’s do ano, mas acabou por ser um combate interessante. A promo inicial do Truth foi muito boa para criar algum “heat” junto do público e colocá-los desde logo interessados no combate. O Mysterio e o Truth têm uma boa química dentro de ringue, mas penso que acima de tudo deveriam ter dado mais tempo ao combate. Ainda assim a parte final foi bem elaborada e o R-Truth sai muito credibilizado com esta vitória!
Se é verdade que “detestava” o antigo R-Truth, tenho que dizer que estou a adorar a sua faceta heel e gosto do facto de a WWE estar a levá-lo para a cena do Main Event de forma gradual e bem trabalhada, para que assim, quando tiver uma oportunidade pelo Título da WWE ele seja um oponente mais credível.
Nota Final:**3/4

Beowolf:Há quem não goste do que vá dizer, mas adora esta nova personagem de R-Truth. Era a lufada de ar fresco que ele precisava, e certamente todos os leitores respiram de alivio por não terem de voltar a ouvir o já enervante “WHATSAA UP?”. O heat que produz é impressionante e o combate esta feud com Rey Mysterio foi o ideal para elevar ainda mais a sua gimmick heel. O combate foi agradável e sólido e mostrou um Truth a vencer limpo, o que foi bastante bom. Um bom inicio de ppv.
Nota Final:***

“The Icon” Kapitas:Sem muito a dizer, esperava um domínio muito mais forte do R-Truth, mas de resto acho que foi um combate mediano, ao qual facilmente poderiamos ter acesso num RAW. Destaco sem dúvida que ajudou a reforçar o estatuto heel do Truth, ajudando-o a criar mais algum heat com o público após ter derrotado um “fan favorite” que é Rey Mysterio. Quem for rever o PPV aconselho a ficarem atentos aos comentadores, pois aqui estiveram sem dúvida muito engraçados.
Nota Final:**
O foco dirige-se então para a zona de entrevistas rápidas onde estão The Miz e Alex Riley. Quando confrontado com a questão de ter dito na segunda feira passada que iria vencer John Cena, este relembra que ele e Cena nunca se encontraram num “I Quit Match”. Miz chega mesmo a afirmar que JBL’s, Randy Orton’s e Batista’s com quem ele já se encontrou no passsado sob a mesma estipulação não são nada a beira dele. O seu discurso passa daí para o público, acusando-os de ter dúvidado em todos os momentos daquilo que este seria capaz de conseguir na WWE. O segmento acaba com Riley a garantir que Miz será o novo WWE Champion no final da noite.

Passa um curto video acerca da rivalidade dos The Core com Ezequiel Jackson.


– Wade Barrett vs Ezekiel Jackson
Combate muito básico e simples, onde se viu Jackson a dominar a grande maioria do combate, mostrando não só a sua imponente força, mas também a sua actual falta de técnica. Barret lá conseguiu ganhar o controlo do combate durante alguns minutos após aproveitar uma distracção de Jackson devido ao árbitro. Barret tentou de tudo para conseguir a victoria, incluindo um Elbow drop da segunda corda, um Wasteland (Zeke conseguiu escapar a manobra deslizando pelas costas de Barret) e um Pumphandle Slam.

O segmento final ocorre com Zeke a recuperar o controlo do combate e a aplicar uma quantidade razoável de Scoop Slams a Barret, acabando por o colocar no final nos seus ombros para aplicar um Torture Rack. Nesse momento Justin Gabriel e Heath Slater interrompem o combate que termina em DQ. Ezequiel ainda consegue emfrentar os dois membros do The Corre, mas torna-se demasiado para ele assim que Wade Barret se junta a festa. Ezequiel Jackson é anunciado como o vencedor do combate, mas todos sabemos quem realmente saiu a vencer nessa noite.

STYLES:Combate pouco interessante e aborrecido! Acho que a WWE construí mal este combate. Ou melhor construí tarde demais! Se tinham intenções de avançar com uma feud entre The Corre e Ezekiel Jackson deveriam ter avançado com a “separação” do Jackson do resto do grupo mais cedo. Parecia mais um combate entre dois membros “heel” dos The Corre, ou pelo menos, essa era a imagem que muitos tinham na cabeça pois o Jackson ainda está longe de estar consolidado como face. A intervenção dos membros dos Corre era óbvia. O combate foi fraco como seria de esperar pois Ezekiel é o típico Powerhouse que só sabe resolver as coisas na base da força e o Barrett não é propriamente um lutador que consiga sacar um bom combate com toda a gente. Deveria ter um melhor adversário.
Acho que o Wade Barrett devia ser melhor utilizado, e o Ezekiel Jackson não me convence.
Nota Final:*3/4

Beowolf:Combate mediano, mas nada de especial, e a historia já é uma repetição de varias outras que vimos anteriormente (evolution diz-vos alguma coisa?). O final era previsivel, mas mesmo assim, conseguiram disfarçar muito bem as fraquezas de Jackson, o que mostra que Barret evoluiu bastante como worker, mas como é óbvio, ainda tem muita estrada para percorrer.
Nota Final:**1/2

No Backstage, CM Punk e Mason Rayan discutem a estratégia para o combate de equipas que irão ter na mesma noite, quando à entrada para o balneário se deparam com os outros dois membros dos Nexus estendidos após terem sido atacados por Kane e Big Show. Mason Ryan tem umataque de fúria, mas Punk acalma-o dizendo que isso lhes trás a vantagem psicológica para o combate de mais tarde e que ambos têm que se concentrar em ser campeões mais tarde.


– Chavo Guerrero vs. Sin Cara
Passamos para o combate que opôs os outros dois Mexicanos que iriam participar deste evento, Sin Cara e Chavo Guerrero, como mascarado a entrar primeiro.

Combate com um ínicio bastante técnico, algo que já se esperava, comuma série de “locks” de parte a parte. Chavo desde ínicio tentando interpretar uma espécie de “bully” entrando no clima da feud. Uma série de counters a levar Chavo para fora do ringue liderou o combate para um momento impressionante no qual Sin Cara efectuou um movimento aério de belo efeito uma vez que consegui aplicar a manobra e aterrar de pé sem qualquer auxilio por parte de Chavo e Booker T nos comentários a enaltecer a manobra. Sin Cara continuou a dominar Guerrero no exterior do ringue até ao combate ir para o seu interior, onde o seu rival consegui construir algum “momentum”. Guerrero vendia neste momento alguma fragilidade nas pernas, algo que fazia crer que este estivesse lesionado. A condução de Chavo Guerrero durou muito pouco pelo que Sin Cara consegui numa aberta virar o jogo para conseguir chegar à primeira “near fall” da contenda após um movimento do “top turnbuckle”. O combate foi progredindo com a ofensiva a ser partilhada por ambos os competidores até ao combate ir novamente para fora do ringue com Chavo novamente agarrado à perna. Na entrada para o ringue, Guerrero tentou novamente aproveitar a entrada de Sin Cara para ganhar algum terreno, mas a tentativa foi gorada. O combate parecia entrar na sua fase terminal com o domínio de Sin Cara, que soube puxar muito bem pelo público enquanto aplicava as suas sempre frenéticas “moves”, no entanto, após mais uma “near fall”, Guerrero lá consegui aplicar mais um ou dois “moves”, mas Sin Cara manteve-se espero e através de uma espécie de “Hurracarrana” meio “botchada” conseguiu levar a vitória na contenda.

STYLES:
Esperava muito mais deste combate. Todos nós sabemos que em combates com atletas como o Sin Cara vamos ter manobras excitantes e combates a um ritmo elevado mas isso não é, de todo, sinónimo de qualidade. O combate foi bom, mas podia ter sido bastante melhor trabalhado. Principalmente pelo facto do Chavo Guerrero pouca ofensiva ter tido. A feud à volta do combate era de que Chavo tinha “ensinado” tudo o que Sin Cara sabe, e se isso fosse verdade, neste combate deveria ficar demonstrado com o Chavo a saber parar as ofensivas de Sin Cara e a conseguir dominar partes do combate. Mas não foi o que aconteceu. Foi manobra atrás de manobra do Sin Cara no Chavo até aquele final completamente “botchado”.
O Daniel Bryan vs Sin Cara no Smackdown há umas semanas atrás teve muito mais qualidade de PPV, do que este.
Nota Final:**1/2

Beowolf:Por mais que eu deseje que Sin Cara tenha sucesso na WWE, tretas destas continuam a acontecer, e ficamos na duvida se é ele que afinal anda a fazer asneira, ou se os wrestlers que o acompanham simplesmente não são capazes de acompanhar as suas manobras. O combate foi razoável, nada de especial, mas aquele final simplesmente estragou tudo, e temo pela carreira de El Mistico se as coisas continuarem desta forma.
Nota Final:**

“The Icon” Kapitas:Acho uma boa ideia a WWE ter colocado Sin Cara a trabalhar com Chavo Guerrero, não só pela forma como estes se adaptam facilmente, mas também porque já são conhecidas as dificuldades que Sin Cara teve para se adaptar ao estilo da empresa, bem como à vida nos Estados Unidos. Confesso que esperava um pouco mais do combate, pois, acreditem ou não, eu apostava neste combate para ser o segundo melhor da noite. Para além de me enervar aquelas luzinhas especiais no stage, enervou-me bastante o papel de Chavo neste combate. Não que o tenha desempenhado mal, aglo que não fez, pois vendeu muito bem o Sin Cara, mas sim porque (porra) são dois adversários do mesmo tamanho, com portes físicos semelhantes, qualidade em ringue semelhante, porque é que haverão de enterrar um deles para subir o outro?! Sim, eu sei, na WWE é assim…mas porque é que tem que ser assim?! Eddie Guerrero e Chris Jericho não são dois nomes que qualquer fã de Wrestling tem que conhecer?! Na WCW e na ECW não ocupavam o mesmo lugar que o Sin Cara e o Chavo Guerrero no “card” de um PPV?! Os combates entre ambos eram assim, ou quem pagava bilhete não sabia que eles tinham deixado tudo em ringue, mesmo estando a abrir um PPV?! É uma questão a pensar não…
Nota Final:**1/4

Randy Orton e Christian encontram-se na zona de entrevistas. Christian começa com um discurso amigável para com
Orton dizendo que no lugar dele faria o mesmo, terminando por dizer que na mesma noite iria recuperar o seu Título Mundial. A palavra passa para Orton que responde com respeito pelo seu adversário enaltecendo ainda que tem sido uma boa história a dos dois.

Passamos então para o ringue onde Ricardo Rodriguez anúncia Alberto del Rio que entra com uma das suas habituais “bombas”. Del Rio falou para o público na audiência dizendo algumas coisas sobre a imigração. Isto causou reacções mistas por parte do público, até este ser interrompido por Kane e Big Show,expulsando-o do ringue, ao que este acedeu para dar inicio ao combate pelos Títulos de Equipas.

– Tag Team Championship: CM Punk & Mason Ryan vs Kane & The Big Show
Combate bastante equilibrado, onde se pode observar não só a grande evolução por parte de Ryan, mas também que durante o combate todo tentaram poupar Punk o máximo possível, pois a maior parte da ofensiva foi feita por Ryan. Isto pode considerar-se um risco que acabou por valer a pena, pois Ryan portou-se bastante bem e demonstrou que consegue trabalhar bem com wrestlers como Show e Kane.

O segmento final do combate ocorre quando Punk impediu Kane de fazer o tag, atacando-o com vários pontapés. Então, Punk sobre para a corda superior, e tenta fazer um Flying Elbow Drop (tributo a Randy Savage), mas demora muito para o aplicar, o que permite a Kane assumir o controlo do combate e fazer o tag com o seu parceiro, no instante em que Ryan entra no combate. Show basicamente atropela Ryan usando o ombro, e prepara-se para aplicar um chokeslam. Punk salta do topo, mas acaba agarrado pelo pescoço também. Eles quebram a manobra, mas são derrubados por show. Kane entra e expulsa Punk do ringue. Kane e Show aplicam o double chokeslam em Mason e Show cobre-o para o pin da vitória.

STYLES:
Foi um combate normal de Tag Team! Nada de muito especial. Como sempre Big Show e Kane com uma ofensiva muito forte e CM Punk ia tentando reverter isso através da sua agilidade e acima de tudo do seu “trunfo” que era a força bruta de Mason Ryan que tentava contrariar os dois gigantes. O final foi algo “repentino” ao limparem CM Punk do ringue e ao aplicar o Double Chokeslam no Mason Ryan para vencerem.
O “Batistwo” têm mostrado qualidades, Big Show e Kane fazem o seu trabalho na divisão de Tag Team, e o CM Punk deveria estar a lutar no Main Event.
Nota Final:**

Beowolf: Big Show e Kane sempre foram uma das minhas tag teams favoritas. Não sei porque, mas sempre achei que ambos faziam uma grande ( com emfase no GRANDE) equipa, e sem duvida conseguem ter a imagem de campeões dominantes. O combate foi bastante melhor do que se poderia esperar, principalmente tendo em conta de Punk não teve uma grande participação neste combate. Dou ênfase ao facto de Punk ter feito um Elbow Drop to turnbuckle em tributo a Randy Savage.
Nota Final:***

Fazem uma pequena promo acerca do Capitol Punishment, utilizando um video com Barack Obama, numa espécie de conferência de imprensa fictícia.


– Divas Championship: Brie Bella vs. Kelly Kelly
As irmãs Bella são as primeiras a descer a rampa seguidas de Kelly Kelly para dar ínicio ao combate. Estamos então prontos para um típico combate de Divas, onde não há muito para contar.

Kelly entra confiante, liderando toda a ofensiva inicial da contenda. Após alguns momentos em que este domíniofoi constante, Kelly acaba por ser apanhada num “counter” que a levou para fora do ringue. Enquanto Brie distraia o árbitro, Nikki Bella aproveitou para atacar Kelly Kelly, dando alguma vantagem à sua irmã. Brie continuou a castigar a sua adversária de todas as maneiras e feitios, até Kelly ter um momento à “Super-Cena” e conseguir dar a volta, só que, num movimento rápido por parte das gémeas, estas trocam de lugar no combate, e uma fresca Nikki Bella venceu rápidamente a contenda.

STYLES:
Não vi. Who cares?
Nota Final:DUD

Beowolf:Bathroom break, é tudo o que posso dizer. Sinceramente, a única coisa que me interessa ver nesta divisão actualmente é ver a Kharma limpar o chão do ringue com uma destas barbies. São giras de se ver e agradáveis ao olhar, mas disso eu posso ver facilmente em qualquer revista ou site porno. Combate típico que se pode ver em qualquer show semanal.
Nota Final:*
É anúnciado para a seguir o combate que opõe Randy Orton a Christian pelo Título Mundial.

Ainda antes dos dois lutadores se apresentarem na rampa de acesso ao ringue passa um vídeo de “recap” da rivalidade que ambos travaram até ao momento.

– World Heavyweight Championship: Christian vs. Randy Orton
O “challanger”, Christian, foi o primeiro a chegar ao ringue, seguido de Randy Orton, com ambos a receberem um bom “pop”.

Christian inicia o combate tentando logo nos primeiros segundos surpreender Orton com um “roll up”. Os dois adversários encaram-se e o combate desenvolve-se a partir daí. Randy consegue controlar Chrisitan com um hold inicial, mas quando este se consegue livrar do mesmo parte para uma rádida ofensiva, conseguindo chegar à segunda corda do canto para efectuar um “Missile Dropkick”, tentando de seguida uma nova acentamento. Orton rápidamente se recompôs e o combate seguiu o seu curso. Neste momento Christian liderava o combate trabalhando Orton à sua maneira, com alguma resistência por vezes por parte do seu adversário, no entantoa conseguir chegar à sua terceira tentativa de “cover” consecutiva. Alguns segundos depois recompões-se, Christian ainda o tenta impedir, e quando acha que tem oportunidade coloca-se no canto para aplicar um movimento aéreo, mas sem sucesso pois Ortn apercebe-se e ataca-o ao soco. Socos trocados de parte a parte e Orton consegue uma abertura para efectuar o “Superplex” da última corda indo para a sua primeira “cover” falhada da noite. A esta altura o combate encontrava-se dividido não se conseguind ainda adivinhar quem levaria para casa o “ouro”, mas sempre com Christian a dominar e a tentar o acentamento cada vez que podia. Este para além de conduzir o combate ia sempre consiguindo defender-se das principais armas que tornaram Rany Orton conhecido até que após algum tempo foi apanhado no típico “backbracker” da víbora que começava então a impor o seu ritmo no combate cehgando a uma “near fall”. Após isto ambos se colocam de pé e tentam os seus “finishers” sem sucesso numa fase em que o público estava já mais aceso, reagindo a cada movimento com mais impacto por parte dos performers em ringue. Neste momento a contenda parecia poder pender para qualquer lado a qualquer momento com ambos muito fortes e ao mesmo tempo muito vulneráveis. Orton arriscou o RKO, mas Christian inteligentemente defendeu colocando-se no canto gritando para o público “Spear, Spear, Spear..” e colocando-se em posição para o aplicar, só que quando chegou perto do adversário este contra-atacou com um “powerslam” e efectuou o acentamento, acentamento esse que, pela primeira vez no combate pareceu chegar perto da terceira contagem.De qualquer das formas, Christian ficou em posição de apanhar com o “Punt” e Randy não viu porque não fazê-lo, porém, chegou a meio e desisitu de o fazer, mostrando respeito pelo adversário e voltando para trás, no entanto quando voltou para perto do canto decidiu-se mesmo por pontapear o oponente só que quando ia a meio da sua corrida foi apanhado num “Spear”, seguido de uma tentativa de acentamento em que deu mesmo a sensação, quer pela reacção do público, quer por parte dos comentadores que Christian iria vencer ali. Tal não aconteceu para desespero do “challanger” que acabou por perder o foco e após uma série de tentativas para aplicar o “Killswitch” acabou por ser apanhadono RKO para vitória de Orton.

No final do combate Orton e Christian cumprimentam-se em sinal de respeito, com o segundo a abandonar o ringue primeiro, e o campeão a continuar a sua celebração.

STYLES:
E chegamos então ao grande momento da noite e para mim o combate que de alguma forma salvou o PPV, porque a qualidade desta contenda já valeu pelo PPV! Fantástico combate entre o “Viper” e o “Captain Charisma” que mais uma vez mostram que sempre que estão em ringue dão um bom espectáculo.
Combate sempre muito equilibrado, a um excelente ritmo, com boa psicologia, emoção.. enfim, tudo aquilo que se pode pedir! Ambos demonstraram ter feito o trabalho de casa e conseguiam contra-atacar e antecipar muito bem as ofensivas do adversário.
O final foi muito bem trabalhado, fazendo o público acreditar que Christian poderia mesmo sair dali com o título, mas como sempre, o RKO de Randy Orton que pode surgir do nada garantiu-lhe a vitória. Mais uma vez, excelente combate, candidato a um dos melhores do ano e só espero que a rivalidade continue (Christian heel) e que no futuro o Christian recupere o seu título.
Nota Final:****

Beowolf:Certamente o combate da noite, talvez candidato para combate do ano. Foi um combate cheio de emoção, que manteve sempre o publico em alta. Muitos certamente se queixarão do facto de Christian não ter ganho o título. Eu sinceramente não me importo com tal facto tendo em conta o combate que tiveram. Foi sólido, com bons spots, e manteve-nos sempre na expectativa acerca de quem iria sair dali vencedor. Até tivemos direito a um tributo a edge por parte de Christian, ao usar o spear contra Orton (eu neste momento cheguei a acreditar que Christian fosse vencer)
Nota Final:****1/2

“Video Recap” da rivalidade de King e Cole ainda antes de darmos ínicio ao combate entre ambos.

– Kiss my Feet Match: Jerry Lawler vs. Michael Cole
Lawler é o primeiro a entrar em ringue, só que, quando é a vez de Cole o fazer, este vem ainda de “fato e gravata” e quando chega ao ringue saca de um papel do bolso e começa a ler um papel dizendo que o seu médico não o deixa combater. Este continua a lista de desculpas para não combater e pede ao árbitro para confirmar a veracidade do documento. Após dar uma olhada no dito papelo o juiz rasga-o e o combate começa.

Jerry dominou todo o combate castigando Cole por todo o passado recente que tem ligado os dois. Cole teve apenas uma aberta, onde após neutralizar Lawler se começou a descalçar, mas foi em vão pois o seu adversário rapidamente se pôs em pé e continuou o espancamento. Fist Drop do canto e vitória fácil para Jerry “The King” Lawler.

O castigo de Cole continou, primeiro por Eve Torres, a vingar tudo aquilo que ele tem dito sobre as Divas, aplicando-lhe o Moonsault do canto. Eve foi seguida de Jim Ross. Quando Michael Cole o vê começaa pedir clemência, mas de nada lhe valeu pois JR trazia consigo algum doseu molhode barbecue para lhe despejar em cima. Cole começa a fugir e Lawler descalça-se para ir atrás dele, de forma a obrigá-lo a cumprir a estipulação do combate. Nisto ocorre a maior surpresa da noite e lhe aparece Bret Hart por trás forçando-o a entrar no ringue e colocando-o no Sharpshooter para Cole finalmente beijar o pé de Lawler.

STYLES:
Basicamente aconteceu o que deveria ter acontecido na ‘Mania: Jerry Lawler a ser derrotado facilmente pelo “King” e a humilhação e castigo a seguirem-se. Foi engraçado ver Eve a fazer o seu moonsault como “vingança” ao desrespeito do Cole pelas Divas nos últimos meses, ver J.R a ter a sua retribuição e acima de tudo o regresso surpresa do Bret Hart para uma bela imagem de Cole a sofrer um Sharpshooter.
Esta feud apenas pecou por se ter arrastado muito, muito tempo! Ainda assim foi um “segmento” divertido de se ver!
Nota Final:**

Beowolf:Este foi o combate que todos esperavamos, só que quase 3 meses depois. Como se poderia esperar, limitou-se a ser um squash match por parte de King, o que me fez finalmente sorrir, pois era o sinal de que esta maldita feud iria acabar. Dou os parabéns pelo segmento final com Eve e J.R, mas principalmente pela surpresa de terem trazido Bret Hart pra festa. Só por esse facto, dou mais meia estrela a pontuação, não dou mais porque sinceramente, esta feud deveria ter tido o seu fim na Mania
Nota Final:**1/2

“The Icon” Kapitas:Não consideraria bem isto um combate, mas sim um segmento. Confesso que quando esta feud começu, e até mesmo em alguns pontos desta, achei que isto era perda de tempo por parte da WWE, no entanto esta conclusão é absolutamente “priceless” e notou-se mesmo pelo público, pois foi o momento do PPV em que obtiveram mais reacções. Apenas tinha cortado a Eve Torres dali, pois acho que ficou um pouco fora do contexto, mas tudo bem, gostei. E vou dar a nota não só pelo combate em si, mas por todo o segmento em si.
Nota Final: ***

Uma promo ao novo DVD do filme protagonizado por Randy Orton e Ed Harris foi lançada antes dos vídeos que fazem resumo à rivalidade de Miz com John Cena, ainda antes de se iniciar o combate pelo título da WWE.

– WWE Championship – I Quit Match – John Cena vs The Miz
Miz logo no início do combate disse que devido a não existir qualquer desqualificação no combate, Alex Riley iria ajudá-lo. Miz e Riley praticamente destruíram Cena durante cerca de 20 minutos, usando espadas de bambu, chicoteando-o com cintos, e atirá-lo contra a barreira que estava a volta do ringue, mas Cena nunca desistiu. Eles tiveram um segmento em que um miúdo que parecia ter cerca de dez anos se encontrava na primeira fila, e eles perguntavam-lhe constantemente se Cena deveria desistir, ao qual ele disse Não (cá pra mim o miúdo queria continuar a vê-lo sofrer XP).

Então prenderam-no na barricada e Miz atacou-o com uma cadeira. Mas de seguida, eles usaram uma gravação com Cena a dizer “I Quit ” de um segmento da Raw anterior. Miz foi anunciado como o novo campeão, mas o árbitro viu que o telefone celular de Riley estava no chão. Ele viu e ouviu a gravação do “I Quit” e reiniciou o combate. Cena aplicou um brutal Attitude Ajustment em Riley através da mesa dos comentadores, pondo-o KO, e chicoteou Miz até a morte com seu cinto. Ele então colocou o Miz no STF e instantaneamente Miz disse “I Quit” para terminar combate.

STYLES:Penso que foi “I Quit Match” de grande qualidade! O Miz durante 90% do combate conseguiu passar uma imagem muito forte, castigando o Cena “over and over again” a mostrar um lado “novo”: agressivo e impiedoso! John Cena levou aqui a tareia de uma vida, foi “enfardado” como gente grande, mas no fim e depois do Miz tentar o mesmo truque que deu a vitória a The Rock frente ao Mankind num “I Quit Match” há anos atrás, todos nós sabiamos que o John Cena iria recuperar e ir buscar o seu último “stock” de forças que parecem nunca desaparecer e conseguiu a vitória depois de Alex Riley ter cometido um grande erro.
O combate em si foi bom, mas aquele final deitou o combate um pouco por terra! Descrebilizou totalmente a “pancada” que Cena levou durante todo o combate e ainda mais o Miz que disse “I Quit” logo à primeira tentativa. Mas no fundo, o final acaba por não estar desenquadrado da realidade de ambas as personagens: Miz o heel que tenta ganhar os seus combates através da sua “inteligência” e dos seus esquemas, e John Cena o herói que nunca desiste.
Nota Final:***

Beowolf:Meu deus, por onde começar… bem, isto não foi um combate, foi um espectáculo sadomasoquista. Este “combate” foi na realidade cerca de 20m a ver Cena a ser brutalizado por Miz e a sua namor… quero dizer, ajudante, Alex Riley. Devo dizer que admiro John Cena por aceitar receber tanto castigo durante tanto tempo. O Miz foi simplesmente excelente como heel, a provocar o publico e a explicar constantemente a Cena o que lhe iria fazer a seguir. É verdade que para variar não vimos o Superhomem a dominar o combate como de costume, mas já todos sabíamos que ele nunca iria desistir. Alias, a sua gimmick é bem clara, “NEVER GIVE UP”, e se prestarem bem atenção ao longo do combate, vocês irão reparar que muitas das vezes, quando ele recusa a desistir, o tom da voz é normal, não demonstra qualquer dor, sofrimento ou mesmo cansaço. Mas mesmo assim, mesmo sabendo que ele iria ganhar, nunca esperei que ele vencesse em menos de 6 segundos após aplicar o STF, principalmente quando o Miz não sofreu dano quase nenhum ao longo do combate. Um final que certamente tirou muita credibilidade a um heel que já tinha muito pouca, e a pouca que tinha custou a ganhar para a perder em poucos segundos.

Nota Final:***1/2

Revisão partilhada por: Universo Wrestling


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26 comentários em “Wrestling Roundtable: WWE :: Over The Limit :: 2011

  1. TRÊS E MEIO PRA I QUIT MATCH??? O.o

    Foi a pior luta do PPV e para mim, só uma palavra pode descrevê-la: É um pássaro, um avião? Não, é John Cena!

    Mas todos têm suas opiniões, não quero ofender ninguém.

  2. Ok, agora você vem, diz que o Beowolf é um piadiata, que as notas estão todas um ponto acima da verdade. Não dirá isso? PORRA!! O cara deu 4,5 pra Christian vs Orton. Se essa luta foi 4,5, As últimas três lutas do Taker na WM foram quantos? 9 estrelas? E 3,5 pra I Quir? MEU DEUS, corram para as colinas.

    O cara exagerou em TODAS as notas, depois chegou a luta do Cara, ele tirou :S Porra, realmente preferiu JACKSON VS. BARRETT do que Cara vs Guerrero?

    Esse Beowolf tá MAL, na minha opinião, o resto, tá coerente até. Claro, não concordo com tudo, mas a única discrepância mesmo é o dito cujo ai.

    • Pra mim nem 3,0 está certo. 3,0 é Jericho vs. Benoit (RR 01), HHH vs. Taker (pra mim, não é mais que isso).

      I Quit match é digna de um 2,5. E só chega a isso pela surra linda que o Cena levou 8D

      • TÁ DOIDO? HHH vs Taker foi uma LUTAÇA. Se você dá apenas 3 pra ela, devia dar 1 pra I Quit, nunca 2,5, porque a qualidade de uma foi o dobro pelo menos de outra, e você colocou-as muito próximas.

        • Bom… 2,5 chega sim a ser muito para a I Quit, retiro o que disse e dou 1,0.

          Não sei, achei muito calma a luta, sem muito movimento… Claro, foi uma lutaça, mas eu não daria mais que… 3,5. 4 pra mim é a rematch do HBK com o Taker e 5,0, a primeira.

          É a primeira vez que dou nota para uma luta, então sei que falei merda xD

        • Ah, calma foi, mas pel ocontexto, e pela psicologia MONSTRUOSA, principalmente após o tmbostone do HHH, e o final que deixou portas abertas, eu daria uns 4,25. E pra mim, seria 5 estrelas pra primeira HBK vs Taker porque foi uma LUTAÇA, a melhor que já vi, e a segunda 5, porque foi pior em termos de luta, mas o ambiente e a história por trás foi DEMAIS.

        • É, tenho que contar feud e etc por trás da luta, não só a parte técnica.

          Por isso Y2J vs. HBK (No Mercy) foi tão boa ^^

    • Não sei, ele não tem muita cara de face. Ainda mais com essa gimmick “roubada” do Jericho :p

      Pra mim, que continue heel e Jericho volte a com a gimmci Y2J. Se for pra virar face, que Jericho volte com a gimmick “todo mundo me odeia”.

  3. Cara, só parabenizo pelo trabalho que teve pois ele em si, foi MUITO além!

    Não acredito que dão a mesma nota de Sin Cara e Chavo para Cole e Lawler, apenas por causa de um mísero aparecimento do Hart, como se ele ainda desse algo bom pra WWE. Só pelo fato de ele aplicar um Sharpshotter BEM feio, era pra tirar bastante nota e o cara dá UMA ESTRELA E MEIA à mais?

    Tbm não entendi o porquê de dar 4 e meio pra Orton vs Cena. Ok, eu gostei da luta pela emoção que teve do meio até o final da luta, MAS, exagerado DEMAIS a nota… Imagino a nota que vocês deram pra Taker vs HBK como disso o Gustavo, entre outras lutas antigas que tiveram cinco estrelas!

    Fora Truth e Rey, que fizeram uma luta pífia e o parceiro me vem com uma três estrelas…

    Bem, claro, opiniões… Mas pô, o que acontece no PPV é no PPV, história fica para os Shows semanais!

  4. Aliás, belo post, bem completo e legal ver as visões diferentes que o pessoal pode ter acerca de um show.

    Só acho que o pessoal tá pegando muito no pé do botch do Sin Cara. Foi um botch mas mesmo assim o golpe pareceu efetivo (tá, nem tanto). Mas ninguem fala daquela tesoura linda que ele mandou das cordas direto no pescoço do Chavo, que foi sensacional.

    Eu, particulamente, vejo o Sin Cara como o maior showman da WWE atualmente.

  5. Eu esperava mais da resenha, sinceramente. Notas meio `fora da realidade, pequenos detalhes irritantes (como aspas desnecessárias) e etc, etc.

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