Overtime #13 – Análise – Destination-X

Pay-per-view realizado no domingo e sendo analisado apenas hoje (quinta [ou sexta]-feira), por quê? Bem, se no período letivo tenho as obrigações a fazer como argumento, a falta de obrigações nas férias cria um hábito ocioso mortal. E por não ter assistido ao vivo, a “tarefa” de assistir foi se prolongando até finalmente apetecer-me a vontade e então escrever sobre. Porém quando a atendi, a recepção não foi das melhores logo optei por refazer o artigo duas vezes, até mesmo porque já fizeram algo semelhante no blog, então não posso fazer algo comum… Logo… De qualquer maneira, leia mais e seja feliz…

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Muitos me consideram um “TNA Hater”, outros são mais brandos e apenas me acusam de perseguição (onde nada tenho a lucrar). Meu papel no blog é apenas dar a minha opinião sobre o que vejo e debatê-la com os leitores, por tanto sinta-se a vontade para discordar, como já fizeram em oportunidades anteriores – o que é muito bom, diga-se de passagem. Tenho que concordar que não aprecio esse “wrestling alternativo” que a TNA oferece, e muito me irrito quando a vejo tentando então imitar o estilo WWE, porém quando a TNA tenta ser a TNA, no geral ela acaba por me agradar.

Como um colega disse dias atrás, a TNA já tentou reviver a WWF, a WCW, a ECW, e agora finalmente tentará reviver a si própria. O Destination-X trata apenas de TNA sendo TNA, ou IMPACT Wrestling sendo TNA, alguma coisa nesse sentido. Tentando achar sua própria identidade finalmente ela nos brindou com um bom evento, obviamente que pelo o card montado eu esperava algo melhor, surpreendi-me negativamente com alguns aspectos (principalmente técnicos, como a câmera. Sinceramente, quanto tempo eles julgam necessário para aprenderem a filmar uma luta de forma decente?), entretanto ainda assim me entretive. Não vou analisar todos os combates de forma igual, muito pelo contrário, até porque as lutas não são iguais, independente de quão repetida e saturada ela já esteja, né Ziggler vs Kofi?

Kazarian vs Samoa Joe

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A qualidade técnica dos dois lutadores atende aos padrões de wrestlers capazes de roubar a cena, entretanto eles se propuseram a não focar neste aspecto, havendo aliás muitas falhas na conexão de golpes e alguns movimentos, com atrasos na aplicação e na resposta do golpe (o próprio final do combate pode confirmar este teoria). Entretanto acredito eu que esses erros fazem parte do curso devido ao tipo de história que ambos desenvolveram no hexágono, grande hexágono!

Não tenho acompanhado a federação assiduamente, porém em alguns episódios posso perceber que o personagem de Joe tem andado em uma linha psicológica diferenciada dos demais, ele está obcecado pelo Bound For Glory Series, e aparentemente pelo o que tenho visto a sua classificação neste “campeonato” está a nível do Atlético Paranaense no brasileirão. Aos que não acompanham TNA e se interessaram por tal, o BFG Series é um tipo de torneio onde o primeiro colocado disputará o cinturão no main event do Bound For Glory, método já utilizado por algumas federações japonesas em certas competições e torneios.

Neste torneio a vitória por submissão vale 10 pontos, e Samoa Joe é um monstro com submissões, fato irrefutável. Então ao longo do combate Joe procurou por submissões de qualquer maneira, não sei se a luta valia pelo BFG Series, mas nota-se que ele não abdicaria da vitória por submission por nada. O ponto é que em muitas ocasiões ele poderia simplesmente ter aplicado o pinfall, mas fez pouco caso dis 7 pontos (certo?) para arriscar os 10, porém como diz o velho ditado, mais vale 7 pontos do que 0, bem o ditado não é bem esse, mas é quase assim… Dito e feito, apesar de todo o domínio, o combate que seguia em um bom nível se encerrou com um roll up estranhamente aplicado por Kazarian, resultando na contagem de 1, 2, e 3! Mais uma derrota para Samoa Joe. Bem, o Joe está na zona de rebaixamento da segunda divisão, para vocês terem noção de como é a situação né… Leia primeira divisão como WWE… Brincadeiras a parte, primeira divisão em minha concepção é o main event como Sting, Angle, Anderson, AJ Styles [?] e os demais que não tenho certeza se podem se enquadrar nessa categoria. Aliás, Joe é um cara que não faz o menor sentido estar nessa disputa, ele já deveria ser main event consolidado a briga por títulos e toda essa coca cola toda, não?

Avaliação: No geral, o combate contou-nos uma história de forma bem conduzida, pecou por erros em aplicação de alguns golpes, teve uma boa participação do público (totalmente a favor de Joe), avalio como ***1/4.

Douglas Williams vs. Mark Haskins – Open Challenge

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Tem coisas que eu julgo desnecessária, mas tem outras que não precisam de julgamento para que todos entendam que é desnecessária. Open Challenges não é o tipo de estipulação que me agrade, aliás, nunca agradaram, não para pay-per-view, não em um de uma empresa tida como grande como é a GDR-TNA… Porém, já que está feito…

Sendo que, o problema no meu ponto de ver é o wrestler que fora escolhido como oponente de Williams… Mark Haskins… O mais engraçado na história é que Doug Williams jogou na base heel – obviamente – fazendo até uma promo antes do combate, na procura por criar um pop sobre a nova contratação da TNA. Entretanto a reação que Haskins teve ao se exibir para a crowd ao subir no turnbuckle foi similar a que qualquer um tem ao ler/ouvir uma piada minha, ou seja, vergonha alheia misturada com a vontade de sumir do local.

A luta até teve seus momentos interessantes, porém ela basicamente serviu para aumentar a moral de Williams no plantel geral, pois deram tempo para elevarem a vitória um tanto quanto óbvia. O objetivo geral desta exibição, creio eu, foi ”debutar” Haskins, um bom wrestler diga-se de passagem, e aumentar o ”overal” de Williams. Em contrapartida sacrificaram-se alguns minutos sem entreter a crowd de maneira digna, embora tenha havido um notório esforço.

Avaliação: Concluindo, acho que foi mediano, desde o objetivo pobre (por que não fazer isto no show semanal?) até ao resultado obtido. Nada mais justo do que ** Nota regular para o que é regular.

Max & Jeremy Buck vs. Shark Boy & Eric Young

Se eu fosse da equipe criativa da TNA eu muito provavelmente teria feito algo ousado invés de preencher o card com uma tag team match sem sentido como esta, ou por acaso eles estão em rivalidade e eu não sei? Se bem me lembro, algumas semanas atrás Max e Jeremy estavam brigando entre si e agora já fizeram as pazes? Seja lá o que for eu não entrarei no mérito de julgar o rumo das estórias, contudo sim do que representa no show de forma geral.

Diferente da maioria das lutas que eu vejo ultimamente na TNA, eles conseguiram o famoso “atirou no que viu, acertou no que não viu”. A tag team match é um “erro” de booking, porém a forma como os 4 wrestlers trabalharam sobre o ringue trouxe um ponto positivo a eles.
O quesito entretenimento não pode ter um peso muito grande, uma vez que se restringiram a fazer o básico de um combate em duplas, ou seja, o clichê que bem feito pode ser legal. Mas mais importante do que isto, os 4 souberam vender muito bem os seus personagens, criando até a possibilidade de haver uma identificação melhor por parte do público. Talvez o que eu vá citar não sirva para a Generation ME, entretanto Eric Young e o Shark Boy podem até mesmo ter um push a caminho se conseguirem seguir com esta proposta nas próximas oportunidades que surgirem (e acredito que não seja tão breve assim, mas ainda assim é uma chance). Infelizmente os Young Bucks se foram, indo agora talvez para a PWG, creio terem feito um bom papel antes de deixarem a companhia.

Avaliação: Um clichê da luta livre me dá a ideia de algo regular, porém somada a ideia citada anteriormente, creio que **1/2 seja justo.

Robbie E. vs. Amazing Red vs. Alex Shelley vs. Shannon Moore – Ultimate X Match

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Um detalhe a ser observado quando eu menciono clichê e deve ser levado em consideração é o seguinte, o fato de se fazer um clichê no ringue não significa que seja ruim, mas sim que há falta de criatividade, apenas isto. Porém o resultado final depende da maneira como se faz o clichê, pois mais vale um arroz com feijão e carne bem feitos do que um caríssimo prato francês estragado…

Por que estou repetindo a minha fala sobre clichês? Bem, porque a Ultimate X Match, assim como a maioria das gimmick matches, limita o wrestler, e essa estipulação em questão além de limitar, acaba envolvendo wrestlers sem grande poder de inovação/criatividade, citando um parâmetro eu vou de Robbie E. até Kurt Angle, conseguem visualizar? Entretanto ela garante um bom número de spots, o que o fã da TNA mais gosta.

Da escolha dos competidores, eu obviamente não gostei por optarem em colocar o Zack Ryder Robbie E., e se fosse incumbido a mim o poder de gerenciar o card, teria substituído o mencionado por Christopher Daniels, dando mais psicologia ao combate, e AJ então enfrentaria Abyss, e Brian Kendrick ficaria de fora ou entraria de gaiato nessa Ultimate X, o que é uma opção.

Agora falando sobre o que foi o combate, ele resumiu-se ao óbvio. O que pode ser considerado óbvio? Vejamos: Alguém perto de pegar o X, mas sendo derrubado por outro (o verso é repetido n vezes), Cookie segurando alguém pela perna para favorecer Robbie E., todos ficarem próximos de vencer, e então caírem… Até ao resultado final, que foi bastante justo: Alex Shelley vencendo e ganhando então uma title shot pelo X-Division Title.

Vale salientar também é a falta de história entre os 4 no ringue, eles trataram de apenas escalar e tentar puxar o X, não se preocuparam em bater no adversário ao ponto de deixá-lo fora de combate, nem tão pouco utilizaram armas (o que é permitido). Até entendo que não dê para fazer muita coisa, porém o que fizeram eu julgo ser muito pouco ao tentarem se resumir em spots.

Avaliação: Como de costume, um bom número de manobras ousadas, arrancando uma boa reação do público, mas fazendo um balanceamento geral do que foi essa Ultimate X, considero ***. Levanto agora uma questão a vocês leitores, o que ocorre: Essa estipulação está se desgastando ou os combates estão cada vez sendo mais fracos? Já repararam que sempre consideramos as versões anteriores melhores do que as que acabam por acontecer?

Jerry Lynn vs. Rob Van Dam

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O evento agora chega a outro patamar. Bem, até o presente momento sobre o ringue estiveram apenas dois wrestlers de referência, e são eles Samoa Joe e Alex Shelley, os demais resumem-se a esperanças ou floops , porém agora há dois veteranos com suas décadas de experiência de ringue e muita habilidade. Jerry Lynn e RVD. Ambos são, além dos meus preferidos da antiga ECW, membros do seleto grupo de senhores do ringue que têm ensinado a nova geração o que significa psicologia de ringue e em como ela influencia ao longo da luta.

Os dois jogaram na base face, e se tivesse uma storyline por trás com a mais absoluta certeza teriam nos proporcionado algo melhor, pode anotar, afinal se apenas em uma luta face vs face eles conseguiram criar uma linha de acontecimentos e suas respectivas vinganças, imagine por trás de uma feud bem trabalhada como eles iriam contar essa história no ringue… Porém, com um background nulo eles fizeram no hexágono uma batalha a parte. RVD demonstrou-se mais apto do que Jerry Lynn e em melhor forma física, arriscando e aplicando as acrobacias mais bonitas da luta, punindo seu adversário com todas as armas que possui. Por sua vez, Lynn respondia com kick out após kick out interrompendo a contagem sempre no 2! Sem contar que Lynn foi bastante bruto com RVD quando teve a oportunidade, assim como fora castigado. Um elemento que definiu o combate foi a cadeira metálica. RVD trouxe em seu favor, porém Lynn conseguiu utilizá-la para cortar o supercílio de seu oponente, abrindo uma vantagem a Lynn.

Entretanto RVD demonstrou-se mais resistente e resistiu aos ataques de Lynn, conseguindo seu momento oportuno e deixá-lo caído no chão pronto para aplicar seu frog splash e encerrar o combate com a contagem do pinfall sendo concluída no 3! O público da TNA acompanhou a história contada no ringue e ficou em boa parte dividido quanto a quem torcer, detalhe vai para um garotinho gordo (talvez primo do Gustavo) gritando da forma mais irritante possível puxando o ritmo do público.

Avaliação: Jogaram dentro das suas limitações, houveram falhas? Sim, algumas sim, mas a idade de ambos as ameniza. Levando em consideração que jogaram mais psicologia aliada a acrobacias, o respaldo final me agradou, ***3/4.

Low-Ki vs. Jack Evans vs. Zema Ion vs. Austin Aries – Por um contrato com a TNA

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Os últimos iMPACTs trouxeram uma série de lutas classificatórias para este combate, onde o vencedor é contratado pela TNA. Fica bem claro que a “nossa” torcida se foca em dois caras, os favoritos: Low-Ki e Austin Aries. Os outros dois até são bons, mas não dá para comparar o nível dos já citados e o reconhecimento que ambos já possuem. Trazer Low-Ki ou Austin Aries para o mainstream é algo que eu há muito esperava, quando Low-Ki esteve na WWE eu pensei que meus sonhos de EWR começassem a ser realizados, infelizmente algumas estrelas não conseguem brilhar o suficiente em determinadas galáxias por n fatores. Que seja, o público da Impact Zone se dividiu pela segunda vez, uns a favor de Aries, outros de Low-Ki, quem merecia mais esse contrato?

Uma luta de wrestling tem que ter tanto psicologia quanto movimentação, acrobacias, envolvimento com o público… E os quatro conseguiram trazer isso para o ringue. Muito se deve pelo fato de estarem se divertindo no combate, sim, se divertindo. Eles fizeram ali uma lutaça por pura diversão, mostrando a capacidade de flexibilidade, velocidade e resistência em cada golpe em conjunto ou sozinho. Ion, assim como Jack Evans não deixaram por menos conseguindo acompanhar o ritmo imposto pelos líderes dessa Fatal 4 Way. Uma parte que vale a pena ser mencionada é quando Low-KI aplica uma submissão sobre Ion, enquanto Aries aplica outra sobre Evans, e os dois então resolvem se encarar e Aries avança sobre Low-Ki para impedir o tap-out.

A maneira como eles batalharam por este contrato me fez por um minuto esquecer que era TNA, pareceu até uma luta por uma federação de verdade. Infelizmente quando acabou eu me recordei que o comando é outro, é casa de Hogan, Russo, Bischoff e Cia ltda. Mas vamos manter essa ilusão por alguns instantes, não é mesmo?

A vitória veio ao que mais mereceu: Austin Aries. Os quatro tiveram um bom tempo para trabalhar e independente de quem vencesse (nem tanto…) a vitória justificaria porque iria para a TNA. Aries entra já como um dos melhores, e em minha opinião superior a AJ Styles, igualando-se a Kurt Angle, ou já o superando devido a idade do Olympic Gold Medal. Agora é esperar para ver no que vai dar, mas algo já pode ser previsto, se ocorrer uma triple threat entre Aries, Alex Shelley e o X-Division Champion, é previsão de Five Star Match… Ou quase lá.

Avaliação: Luta da noite, indiscutivelmente, e uma das melhores da TNA neste ano de 2011. Nada mais justo do que ****1/4 para um combate que entreteve, mexeu com a crowd e foi um show de técnica no ringue, sem contar que ela entreteve e não cansa de se assistir.

Abyss vs. Brian Kendrick – X-Division Championship Match

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Bem, se tem uma luta que não faz sentido, tal como Great Khali vs Hornswoggle, aqui está uma, Abyss vs Kendrick pelo X-Division Title. Podiam ao menos ter a decência de colocar um competidor de classe pelo cinturão, Samoa Joe seria a minha opção. Mas já que a m***a foi feita, sobrou a mim a tarefa de assistir… Aliás, ainda não entendo porque não foi o main event da noite, não que eu quisesse que fosse, mas seria bem mais explicável, não?

Bem, não vale a pena citar nada de ringue, até porque nem teve luta de verdade, quando a coisa começou a esquentar o referee foi atingido ficando desmaiado, aí invadiu Eric Bischoff e sua turma… Mas depois a X-Division inteira veio e acabou com a Immortal, deixando Abyss no ponto para Kendrick vencer por pinfall após o árbitro “acordar” e achar perfeitamente normal um bando de gente ao lado do ringue como se nada tivesse acontecido… Título para Kendrick, um viciado em drogas por natureza que representará Jeff Hardy na divisão…

Esse combate não representou tanto no que diz a lutas, porém sim no tocante a importância da X-Division para a empresa, e mais do que merecida a chuva de papel picado no final, embora nada disto mude o que foi feito no hexágono, até porque não tinha muito o que esperar.

Avaliação: Ah, essa eu pulo… DUD

AJ Styles vs. Christopher Daniels

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Esse combate se remete ao inesquecível duelo entre Daniels, Styles e Joe no Unbreakable de 2005 , realizando a primeira Five Stars Match por Meltzer da TNA. Desde aquela época surgiu um desconforto entre os dois. Acredito eu que todos consideram aquela luta *****, certo? Ano passado (ou retrasado) os dois já tiveram uma rivalidade com uma série de bons combates onde por muito frisaram tal luta. Um pay-per-view em memória a X-Division obviamente não podia deixar esse duelo de fora. O problema é que acho que já está saturada a química entre Styles e Daniels. Considero-lhes grandes wrestlers, porém juntos já não me trazem muito agrado.

Talvez o que acabo de dizer desagrade a grande massa de TNA-Maniacs… Mas antes vamos concordar que quando se pensa nesses dois, espera-se muito mais do que o apresentado, certo? Eles gastaram cerca de 25 minutos, sendo que em 10 resumiram-se a reversões de submissões e esquivas… O que os cansou e fez com que o ritmo ficasse um pouco mais lento no decorrer da luta, embora não fosse tão perceptível assim devido a forma como conduziram e interligaram os golpes.

O público dividido colaborou para não tornar o combate entediante, abrindo espaço aos wrestlers para interagir de acordo com os golpes a serem aplicados. A história contada em ringue tem um valor a parte, os dois buscaram por uma comprovação para dizer “Eu sou o melhor!” a cada golpe que possível, tentando aplicar golpes com o objetivo de punir o oponente. Acho que o grande pecado do combate é que ele não possui um grande significado ao vencedor, pois independente de quem ele fosse, nada mudaria, não tinha cinturão em jogo, não era por rivalidade, nem tão pouco uma demissão, nem nada… Talvez se o que eles mostraram no ringue fosse feito contra um Undertaker por streak na WrestleMania, talvez todos veriam como uma *****. Essa suposição entra no campo que uma luta como essas tornou-se muito simples.

Os 5 minutos finais foram os melhores em minha opinião, quando os dois escaparam dos respectivos finishers adversários, e por fim AJ ia caindo em uma manobra de Daniels no turnbuckle, porém se prendeu nas cordas e aplicou o twisting finalizando a luta com pinfall.

Avaliação: Sem dúvida é o combate mais chato para eu falar a respeito, porque envolve várias questões. A luta não foi ruim, foi abaixo do esperado, mas boa, muito boa. Acredito que ***3/4 seja justo.

Respaldo final: Quando a TNA tenta ser ela, um produto alternativo ao fã de wrestling, ela consegue nos brindar com um bom evento. O problema é que já faz um bom tempo que não assisto um pay-per-view e termine satisfeito, embora durante essas 3 horas eu tenha falado em alguns momentos: “Eu teria feito diferente…” “Putz, olha isso…” Mas é normal, não há muito a cobrar de uma federação que alguns eventos atrás teve um combate de 88 segundos valendo o cinturão. Apesar das notas das lutas, acho que esse pay-per-view foi ***1/2, entreteve, que é a proposta de todo evento de wrestling, teve seus altos e baixos, mas os baixos não foram o suficiente para apagar o que foi a Fatal Four Way, nem a boa exibição de RVD e Lynn, nem esquecer os spots da Ultimate X, nem ignorar Styles vs Daniels. Os combates citados são recomendados a quem ainda não viu, e pra quem já viu, vale a pena rever a Fatal Four Way! Abraços e até a próxima!

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18 comentários em “Overtime #13 – Análise – Destination-X

  1. Muito bom Ricardo, sua opinião é bem semelhante a minha em relação a TNA. Eu estou começando a me simpatizar com o jeito de Wrestling da TNA, eu gostei bastante do evento.

    Sobre as lutas, eu não gostei do Douglas Williams mas gostei do Mark Haskins. A luta do Kendrick foi ruim, mas eu quero ver ele como campeão então pra mim tudo bem, rsrs.

    Eu achei que a luta do RVD e do Lynn foi espetacular. RVD ainda drogadito mas quem se importa se o cara luta bem.

    Eu achei suas notas semelhantes a minhas, quando eu avaliei o PPV, então achei seu texto muito bom.

    Continue assim cara,está fazendo um bom trabalho

    • Valeu meu caro Modestinho. Você agora até me abiu a ideia de fazermos um “mini conselho” para avaliar notas dos ppvs e tals, algo que falaremos mais adiante… Em outro momento. Abs

  2. Muito Boa Ricardo.

    Esperava muito mais do ME, acho que foi a única coisa que me Decepcionou. Uma coisa que eu não esperava nada, e realmente estava certo, foi a luta pelo title da X Division. Porém, o Final dela me surpreendeu, e houve exatamente o contrario do que eu esperava.

    Gostei da Luta entre dois ídolos meus, porém, espero que seja a ultima vez que eu veja RVD lutando xD.

    Joe e Kaz foi legal, porém, a luta me mostrou o que para alguns era bem claro, mas para mim não: JOE>>>>>>KAZ. Meu, o Joe quando quer, ele é FODA!

    Shark Boy é simplesmente FODA! Foi legal ver ele novamente. E Os GenMe tem um talento! Toda vez que vejo eles, me lembro dos Hardys no início. Fiquei triste com a saída deles. E Erick é um verdadeiro ShowTime!

    Quem leu a ultima edição do The Wrestlers viu o que penso do Doug. E Gostei do garoto que lutou com ele, porém, no final obteve um Botch no final que pode lhe deixar marcado.

    A Ultimate X foi legal. Red é Foda, Moore sabe lutar, Roobie E fez bem o papel de Heel da luta, e Shelley continuará com o espaço que merece, mesmo com seu parceiro machucado.

    Mas é a Fatal 4 Way… Que FODA! Porra TNA, custa fazer o que é sua cara? Custa fazer o que é sua essência? Evans é um verdadeiro Macaco Branco. Não conhecia Zema ion, e Gostei muito, demonstrou ter bastante talento. Low Ki é um show, mas Austin Aries merecia a vitória. Porém, acho que Low Ki deveria estar na TNA em Breve. O Mesmo tbm serve para os outros dois, mas o caso de Evans é meio complicado.

    PPV foi FODA! VALEU TNA! Mas a pergunta é: Continuará assim? Infelizmente, eu acho que não.

    Novamente, Bom Texto.

    • Faço das suas palavras as minhas. O PPV em geral foi ótimo, mas teve uns desapontos aqui e ali.

      Eu daria *** 3/4 para o PPV, e não *** 1/2, pois gostei bastante, apesar do Open Challenge e da Championship Match (pode não ter tido wrestling bom na luta, mas eu fiquei entretido com toda a X-Division atacando a Immortal).

      • Não sei, julgo ***1/2 uma nota justa, seria o equivalente a 7 de 10, que pra mim se enquadra no que foi o evento.

    • Opa Lanza, e essa pergunta que você deixa aí no final é a que todos nós nos fazemos, será que continuará assim?

      Eu espero que sim, pelo menos agora eles aparentemente vão dar uma valorizada na divisão, cabe agora aos fãs que vão a arena começarem a comprar e investir mais neles. Abs

  3. Excelente, Ricardo. Diferente das outras edições, não discordei em nenhum aspecto, se bem que não é lá grande coisa vindo de você néh hehehe..

    Kazarian enfrentando Joe, deixou clara uma coisa pra mim, Samoa Joe tem uma moral imensa aos fãs da TNA, mas a própria TNA não enxerga que Joe pode muito bem carregar a empresa nas costas. Muitos irão de discordar do meu conceito, mas Samoa Joe pra mim é o mais talentoso wrestler da empresa. Sim, existe Kurt Angle com sua técnica e exímia experiência, mas uma coisa que levo em consideração é juventude. O que o Joe pode evoluir daqui a uns anos, é algo comprometedor da sua plenitude. Sobre o combate, é a velha história, ótimo para abrir um evento, e com a crowd totalmente animada.

    Sou grande fã do Doug Willians, talvez por ser grande apreciador do wrestling britânico, mas sempre levei em consideração o seu talento. Acho que você resumiu bem as palavras, foi um combate que foi efetivado para evoluir o Doug Willians em presença na empresa, e ao oponente um debut com um grande wrestler para marcar suas iniciais na TNA. Na somatória, uma luta média, mas não dava para esperar mais do que foi apresentado.

    Gen Me vs Young e Shark Boy pra mim foi genial, e mostrou grandes coisas. Primeiro coisa é que a TNA pode confiar no Shark Boy, já que não fez grandes aparições na empresa em termos de quantidade, e seu personagem é encantador, sem falar de suas grandes habilidades em ringue. Young mostrou que é um grande entertainment, sem abusar muito, dando verdadeira aula para um certo “engraçadinho” de outra certa empresa. Bom combate, e espero que os Young Bucks tenham sucesso garantido em outra empresa, como obteram sucesso na ROH.

    Ultimate X foi bom, mas deixou a desejar. É um tipo de combate que é esperando grandes spots, que de fato aconteceram, mas o término da luta foi muito sem sentido. Quando vi o Moore caindo da corda e o Shelley vencendo, foi tipo um “É isso?”. Esperava um combate bem mais aprofundado e intenso, mas não deixou de ser um boa luta. E na verdade a estipulação não está fraca, porque tempo pra mim não faz mínima consequência, é realmente lutas que não estão sendo trabalhadas como um foco. Foi óbvio como você disse, mas pra mim a Ultimate X pode conter muitos outros fatores sem ser esse óbvio, ocorrer algumas intrigas nas cordas, até mesmo moves sobre ela, mas nada. Não diria que foi decepcionante, mas é uma daquelas lutas que você espera muito, e o resultado não é animador.

    Estava torcendo para chegar logo nessa parte. Foi um presente da TNA pra quem é grande apreciador da velha e querida ECW. Luta genial. Rápida, técnica, um tanto de hardcore, e spots de deixar os olhos lacrimejados de emoção. Uma luta que não dá pra se arrepender de assistir, e que é obtido como destaque ao passar dos tempos. Muitos devem achar que foi somente uma luta, que não dá para marcar epóca na TNA, mas pense em toda história que envolvia os dois naquele ringue toda química, todo o entrosamento. Adorei, e a TNA quando sabe ser única e inovadora, é contido resultados animadores.

    Fatal-4-Way, sem dúvidas o melhor combate que eu vi no ano. Moves plásticos, exploração dos quatro cantos do ringue, entrosamento, tudo que é de positivo a ser considerado a luta conteve. Venceu aquele com mais presença e talento, com melhores atributos para ser um lutador de Big Leagues. Jack Evans, e Low-Ki, não deixam a desejar, mas é inevitável em ressaltar a larga vantagem de Austin.

    Kendrick e Abyss? Who booked this crap?

    Ao vermos AJ e Daniels no ringue, não dá pra esquecer a grande história entre eles, sem falar em uma químicas única nos tempos de hoje. De fato os dois não exibiram ali seus talentos máximos, limitaram de mais os seus potenciais, mas não deixou de ser uma luta razoavelmente boa. Muitos cansaram dos dois se enfrentando, que é muito repetitivo e toda aquela velha história. Mas aí eu digo, Orton e Cena, não desgastou também? Mas aturamos uns dois anos dessa rivalidade, é realmente gente que gosta de falar da TNA.

    Ótima análise, ótimo PPV, estaria mentindo em dizer que não esperava mais desse evento, mas não decepcionou, em alguns aspectos sim, mas nada que comprometa demais a companhia.

    Abraço.

    • Cara, só uma coisa a salientar aí que você citou sobre Cena vs Orton, mas aí nós temos que analisar que era uma rivalidade, infelizmente duradoura, mas era. E claro, eu não sou a favor dessa feud, não gostei, porém resultaram em alguns bons combates e isto deve ser salientado. No mais, valeu pelo comentário, abs

  4. Cara… Lembra que sempre dizia pra esperar um tempo pra postar reviews, pois postando logo após o PPV ao vivo, acabava sendo injusto? Então, pode ser coincidência, mas essa foi a melhor edição de um Overtime… Não só por ter colocado praticamente todas as notas “certas” digamos assim, mas também pois teve humor, chegando até mesmo a se zoar… E mostrou bem o que foi o PPV e tal.

    Claro, elogiar muito você não dá, então direi algumas coisas que discordo ou que estejam “erradas”

    Primeiro de tudo, não sei porque TODOS dizem que o Roobie E. é cópia do Ryder, quando na verdade, se fosse pra um ser cópia do outro, seria o RYDER cópia do Roobie. Lembram que a WWE iria fazer algo ligado ao jersey shore, mas a TNA fez antes, por isso ela desistiu dessa ideia? Então, o antes foi o Roobie E., logo, nem ele, nem a TNA, DESSA vez, copiaram a WWE, logo, injusto chamar ele de cópia. MESMO QUE o Ryder seja melhor num geral.

    Discordo que o RVD esteja em melhor condição que o Lynn. O Lynn mesmo com 47 anos mostrou que tem mais condições físicas, o RVD perdeu aquela explosão que tinha antes, Lynn caiu, claro, idade pesa, mas a passagem na ROH fez ele redescobrir-se como wrestler e aprender a lutar mesmo com a idade pesando… Isso que faltou ao RVD, que na mesma época estava fora do wrestling, ou dando uma descansada, ou dando migué na TNA (não lembro muito bem o que o RVD fazia no período :D)

    E na fatal four way, não tinha um favorito, nem dois, tanto que gritaram “everybody” e “sign them all”. Tinham os que ganharam mais destaque na luta, esses sim, Double A e Low Ki… E pera… O Aries é MUITO FODA, mas muito foda MESMO, ele se encaixa em qualquer federação, e como ME, ATÉ MESMO na WWE… Mas colocá-lo como melhor que AJ, e mesmo nível ou até melhor que o Angle? CAAAAAALMA!! Não é pra tanto…

    Bem, como viu, criticas pequenas e de divergência de opinião, isso quer dizer que a análise, ao meu ver, estava quase que 100% foda. Então, critico tanto quando faz cagada, mas dessa vez, aplaudo, belo trabalho!

    • Para de ser chorão e chupe minhas bolas e ponto final! 🙂

      E Austin Aries, se tiver a chance de evoluir na TNA, vai confirmar o que eu falei! :-] E o público tava mais dividido entre o Low Ki e Aries no fim das contas.

      No mais, flws ae, abs!

  5. Gostei bastante da Análise, Ricardo! E como o Gustavo disse, fica bem melhor você rever o PPV e analisar depois, do que apenas analisar ele, tendo uma base apenas das Streams, que na maioria das vezes você assumi que “briga” com elas!

    Kaz vs. Joe: Luta mais do que boa, e mostrando o real valor do Joe. Quando ele quer, ele faz, só a TNA deixar. Kaz tbm fez um bom papel, principalmente sendo a cobaia na luta para o Joe realizar a maioria das partes quentes. Joe mrecia mais a vitória, e vem se encontrando numa moral pífia com a TNA, e se não estou louco, tá indo pro mesmo lado do Punk, com a mesma história, praticamente gêmeos, vindos do mesmo lugar, estreando “quase” juntos e indo as 2 principais empresas de Wrestling, mas sempre não sendo vistos como Main Eventers. Coincidência, não?

    Willians vs. Haskins: Como disse no WI, “Who the fuck is Haskins?” Eu creio que seria BEM melhor se fosse alguém bem mais memorável da X Division, como Skipper, seu chará Petey Willians, sei lá, do que ser ele. Mas bem, ele mostrou ser um competente e ser um bom lutador, só faltou aos fãs acolherem ele como “alguém” pra lutar, e não como um desconhecido.

    Tag Match: Essas lutas de última hora são característicos da WWE, mas parece que a TNA começa a aderir isso, seja lá porque não tem a noção de organizar o tempo, ou porque não tem outra coisa pra fazer. Mas enfim, gostei da luta, principalmente pq Shark Boy tava lutando, e nem preciso dizer pq né? 😛 A luta era prevista pro entretenimento e acho que foi por isso que os GenME não conseguiram render durante a luta. Eles sempre foram pra fazerem show, não pra tentarem fazer a parte engraçada do PPV. a TNA devia escalar outros dois no lugar!

    Ultimate X: O maior problema dessa luta, é sempre achar que vai vir aquilo que todos querem, as Ultimate X’s do passado. É, eu tbm sempre espero isso, e esperei mais do que qualquer outra vez, por ser o PPV que era pra reviver essa luta. Pois bem, infelizmente não correspondeu o que queríamos, e digo que foi uma das piores dessas gimmick Matches. Faltou Spot, que é o essencial dela, faltou mais ataques, moves suicidas, tudo o que faz parte dela. Não me agradou tanto.

    RVD vs. Lynn: Os dois me surpreenderam BASTANTE, não acreditava que eles iriam nos mostrar um espetáculo que fizeram anos e anos atrás. Mesmo com a idade avançada dos dois, mostraram que ainda sim podem fazer o que sabem, e com os dois tendo um entrosamento ótimo, ficou tudo mais fácil. Fiquei feliz por ver o Lynn em boa forma, e pra quem tinha problemas nas costas até ano passado, tá muito bem!

    4-Way: Nem precisa discutir tanto, pois essa ficará certamente entre as 3 melhores do ano, sem dúvida, e isso se não estiver em melhor lugar agora. Curti mais a presença do Evans que provocou os melhores momentos da luta, mas sem esquecer do Low Ki que fez uma bela apresentação. Sobre o Ion, acredito que poderia ter feito uma luta melhor, pois aparecia de vez em quando, apenas pra apanhar ou pra dar um Finisher, nunca um Move dele. E parabéns ao Aries, que era o favorito na minha opinião, pois ele mesmo afirmou que não tinha mais amor ao Wrestling, e precisava de algo pra se estimular. Dito e feito e agora tem a chance no Roster da TNA!

    X-Division Title: Vc fez o mesmo pensamento que eu: Ter alguém mais significativo da X-Division pra participar da luta, como o AJ, que foi o principal. Claro, sem desmerecer o Kendrick, pois gosto dele, mas ele não era a peça pra ser colocada ali, e não merecia uma festa daquela. Nem falo tanto da luta, pois não curti.

    AJ vs. Daniels: Acredito que a maldição da TNA está nos MEs, e isso vem acontecendo consecutivamente. Ninguém esperava uma luta feia entre os dois, mas isso veio a acontecer, pra desespero de muitos. AJ bem morto, e Daniels com aparência de que não queria lutar, vai saber porquê. Não entendi o motivo dos dois não aguentarem o tamanho de tempo da luta, pois eles sempre foram preparados, e conseguem numa boa. Tinha algo esquisito!

    Bem, a TNA sabe que seu forte é a X-Division, mas se faz de não entendida, e não tá nem ai. Creio que não continuarão dando tanto valor, pois a obcessão por uma Hardcore Division é maior, e o próximo PPV se foca nisso, sem dúvida que irão esquecer a antiga, pra estreiar uma nova!

  6. TNA Owns WWE e fim de papo
    Seu “lado” WWE da força ainda ta falando mais alto
    Acho que algumas notas de algumas lutas foram mais baixas do que eu esperar por vc

  7. Bem, esse realmente foi um PPV bem jeito TNA de fazer e a análise foi boa, principalmente no que diz respeito a Daniels vs Styles, faltou algo pelo qual o público deveria torcer… Como ocorreu em Punk vs Cena que pra mim foi uma luta um pouquinho menos técnica, mas que a torcida fez toda a diferença pq tinha um ideal…

    Achei que a nota deveria ser 4* pra Joe vs Kaz pq uma luta em q o Joe usa seu arsenal independente do resto merce 4* sem duvida….

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