Na Teia do Aranha #37

Salve pessoal! Tudo certo? Estou aqui dessa vez para complementar o pensamento escrito no texto anterior (Edição #36), onde falei dos pontos em que a WWE peca e que poderia melhorar. Hoje é totalmente o oposto. Quer saber quais são? Clique logo após o banner, leia, reflita, comente e debata sobre o assunto. E, claro, lembrando que vocês podem deixar junto aos seus comentários sugestões de próximos pensamentos.

Abraços e valeu!

Reconhecer os Grandes Feitos

Quando comecei a escrever esse pensamento, parei um pouco, respirei e preparei para encara um desafio mental e social, pois, desde que me conheço por gente inserida no universo do pro wrestling, sempre existiram pessoas que reclamam da World Wrestling Entertainment. Não importa qual é o motivo ou situação, o que vale é a pessoa ter espírito de porco para chiar contra a federação de luta livre que é a líder no mundo, quer queiram ou não. E as reclamações são algo que existirão permanentemente em toda e qualquer empresa que é líder absoluta do segmento em que atua, com reclamações que são estúpidas, egoístas e displicentes (a extrema maioria) e algumas raras que são plausíveis e que a própria federação, através de seus meios de se comunicar com os seus fãs, as pega e sugere aos principais da compania. E como na primeira parte do pensamento (Edição #36) citei os pontos que a WWE precisariam melhorar. Agora, nada mais justo do que enumerar alguns pontos positivos que fazem da “Grande W” a líder na luta livre mundial:

1)      Envolvimento com todos os segmentos: desde que a federação deu fim a “Attitude Era”, muitos perguntaram sobre o porquê dela ter encerrado essa fase mais agressiva. A maioria colocou a culpa diretamente na censura e na própria empresa que não bateu de frente com o governo norte americano nessa questão. Era bem visível para muitos que aquilo seria o começo da queda da WWE, pois o ponto forte de sua programação estava sendo limitado a força e, com isso, a vendagem dos seus produtos e o valor da marca eram decrescentes. Mas, eles aproveitaram essa situação durante os anos de queda para pensar em como voltar a gerar rentabilidade com a marca WWE. Chegaram a conclusão de que precisavam parar de dar foco em um ponto do público e direcionar através de vários estilos de personagens em vários segmentos diferentes. Hoje percebemos que existem lutadores em que o seu estilo é voltado mais para o público mais velho, que quer ver a violência e a luta em si, e o público mais jovem, que está ali pra se divertir. Os produtos começaram a ser feitos para todas as idades e sexos. O resultado é que, mesmo na “crise americana”, a queda financeira da empresa foi abaixo do esperado e agora consta um crescimento financeiro e a renovação do público que continua a cada dia.

2)      Uso da Internet e das Mídias Sociais: não me estenderei na importância da Internet e das mídias sociais para qualquer empresa atualmente, mas sabemos que nos últimos 5 anos, vimos uma explosão de interatividade na compania (que se limitava somente ao Cyber Sunday e ponto). Não somente o site deles mostra notícias e informativos das atividades, mas como possui vídeos exclusivos, transmissões ao vivo e até chats para os fãs de todo o globo interagirem. A conta de “Twitter” da WWE é um dos mais seguidos do mundo e a maioria absoluta de seus wrestlers usam essa ferramenta como meio de interação com os seus fãs e até alguns deles usam da interatividade para ascender na empresa (alguém aí falou: “Zack Ryder”?). Ou seja, trazer a empresa para a realidade das pessoas, mesmo que seja a virtual, leva a uma identidade maior das pessoas com a WWE.

3)      Sistema de Desenvolvimento de Wrestlers: alguns podem até dizer que a WWE já tinha isso a algum tempo atrás e que isso não é novidade. Mas, mesmo entre aqueles que tinham acesso às informações do pro wrestling nos anos 90, o conhecimento de quem estava alçando da federação de desenvolvimento para a principal era quase zero. Quando a WWE trocou a OVW pela FCW, trocou também o modo de lidar com os lutadores, afinal, no passado, muitos que alçavam a antiga WWF e não se mostravam maduros o suficiente para estar ali, ao invés de voltar e serem retrabalhados até chegarem ao nível ideal, eram demitidos sumariamente e pronto. A FCW consegue trabalhar com seus lutadores, interagindo com a WWE, mandando pessoas do plantel de desenvolvimento para o principal e vice-versa (no caso de ser um lutador que esteja voltando de lesão ou algo do tipo, por exemplo). Tem que haver essa proximidade para que saibam em quem eles podem investir ou não. E é claro que existem casos em que não há essa necessidade de se passar pelo setor de desenvolvimento da empresa, mas esses que não passam são igualmente vigiados e são tão capazes de ir a divisão menor da empresa, como qualquer um, caso não atendam às expectativas da WWE.

4)      Globalização da WWE: quando víamos a WWE nos anos 80 e 90, com certeza, você só teria a chance de ver um lutador da compania perto de você em três casos: sendo morador ou caso você viajasse para os Estados Unidos ou Canadá, com algum deles fazendo uma campanha de marketing no seu país ou por algum fenômeno sobrenatural. A partir dos anos 2000, a empresa viu a possibilidade de expandir seu mercado e começou a fazer shows, promover campanhas de marketing, mandando lutadores indo aos países para divulgar os shows da WWE (vimos aqui casos desses quando a WWE chegou ao Brasil, tanto pelo SBT quanto pela TV Esporte Interativo). E, a maior inserção de lutadores originários ou com identidade ligada a outros países (como México, Índia e Japão) fez com que a paixão que já era enorme no mundo, ficasse maior ainda. Os shows televisionados na Inglaterra, México e um bastante possível na Índia, nos fazem perceber a busca da federação pelos fãs além-mar e não o inverso.

5)      Tradição da Empresa: Essa ficou por último, é a mais simples de explicar e a mais efetiva de todas. Empresas chegaram, se estabeleceram, algumas até passaram a WWE por algum tempo, acabaram e a World Wrestling Entertainment continua em pé. Críticas vem de todos os lados e ela continua de pé ou sempre arruma um modo de dar a volta por cima. E o nome da empresa fica, marca, aponta, norteia. Você pode até odiar a federação e ter prometido a si mesmo nunca mais ver os shows da mesma, mas você nunca poderá negar que ela é a história viva do pro-wrestling e a empresa do segmento mais bem sucedida da história.

Claro que existem outros pontos de discussão, mas condensados nesses cinco, mostram a força de uma marca e a paixão que move milhões e milhões de pessoas que toda semana acompanham e levam aquele amor pelo esporte misturado a entretenimento aos filhos, netos, bisnetos e futuras gerações que você verá. Não há reclamação e chiadeira que possa tirar um fato incontestável: a World Wrestling Entertainment é a maior empresa de pro wrestling do mundo e ponto final.

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5 comentários em “Na Teia do Aranha #37

  1. Nunca acreditei tanto que uma pessoa poderia falar tanta baboseira da WWE (Aliás, não é você xD). Não dá pra acreditar que muitos falam que a TNA é a maior empresa de Wrestling no mundo, só porque a WWE apela muito mais pro entretenimento. Mas, enquanto a companhia ter lutas, é claro que ela será uma empresa de Wrestling, custe o que custar.

    Essa superação de outras empresas pode ser boa, mas será demorada para chegar aos pés da WWE em questões gerais. Dinheiro é o primeiro deles. A TNA mesmo, pode até ser grande, mas não tem dinheiro o suficiente pra se manter altamente bem, já que se gasta tudo em pouco tempo, falirá. A WWE já tem uma base de dinheiro há tempos, por isso já é uma empresa bem sucedida, e pode gastar o quanto for, que ainda sim conseguirá sem manter bem, ao contrário da TNA, que AGORA começa a formar sua base de dinheiro pro futuro, tal como a WWE fez antes, mostrando que conseguiu hoje.

    Sempre soube que a WWE é a maior empresa de Wrestling no mundo, e isso todos sabem. Acho hipocrisia vir falar que qualquer outra é maior só que porque o nível das lutas são superiores, pois uma empresa não se faz apenas de lutas, e a WWE prova isso. Olha a TNA ai, tendo lutas até boas, mas pecando um absurdo em Storylines e Feud, e o pior, nos momentos principais de seus Shows.

    Ainda continuarei dizendo que a WWE é a maior empresa de Wrestling no mundo, e a que eu mais curto, simplesmente por ter conhecido-a primeiro e por ela me fazer mais fã do que qualquer outra, independente do aspecto que for!

    Bom texto, Aranha!

    • Valeu, Rickie. Eu sei que não foi comigo, mas ainda existem MUITAS pessoas que falam muita bobagem por aí, dizendo que são os maiores conhecedores do mundo.

  2. Não li o texto ainda, mas o comentário do Ricke (que deve estar ligado com o texto) me deu vontade de comentar sobre.

    Eu era um que na época que a TNA mudou para segunda e tal, tinha, no fundo, bem no fundo, o sentimento de que isso poderia sim ter sido o começo da subida da TNA rumo a um possível enfrentamento contra a WWE. Não tinha a visão que tenho hoje em dia, afinal, pra mim agora, a TNA NUNCA chegará aos pés da WWE, e os motivos são muitos, e vem desde o que a TNA, teoricamente, deveria ser melhor, ou seja, storylines e o programa em si, até os termos que nesse mundo capitalista são os que mais importam: DINHEIRO. Enquanto a WWE enche o rabo com ele nessa nova era direcionada a vendas a crianças, a TNA peca em investimentos tolos e errados, e ao invés de começar a juntar dinheiro pra um futuro avanço, caga e rasga o mesmo com grandes absurdos e erros.

    Outra coisa, a WWE já é espalhada pelo mundo, gera dinheiro vindo dos “quatro cantos da terra” e é uma empresa consolidada. A TNA não, surgiu agora, relativamente nova, e não deixou legado algum a nível mundial. E ok, suponhamos que a TNA, numa cagada do tamanho de minha barriga (e com a morte, porque saída é impossível, de Bischoff, Russo e Hogan) passe o SD e até o Raw nos ratings. E daí? Isso é só um ponto, e considerado até que “pequeno” de predomínio da TNA. A WWE continuaria dominante no resto, e, se preciso fosse, simplesmente usaria da fórmula que fez sucesso, ou seja, apela pra attitude era, ou pelo menos pra classificação etária pra maiores de 14 anos. Aí quero ver a TNA competir mesmo contra a real mente do PW, Vince McMahon.

    Resumindo, quem sonha com a TNA a nível de competição contra a WWE, como se fosse a WCW (que tinha o rabo cheio de dinheiro devido investimentos do Turner se não me engano) é bom acordar, ou pelo menos ter consciência de que não passará de sonho. O ditado diz nunca diga nunca, mas pra essa ocasião, o nunca parece bem correto.

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