Na Teia do Aranha #38

Salve, pessoal! Um dia antes do Survivor Series, chegamos com mais um pensamento na nosso caríssimo espaço. Hoje, com um tema que é muito recorrente nas discussões, em especial na blogosfera brasileira: o conflito de gerações e a tolerância. Leiam, reflitam, opinem e discutam com sabedoria. E se tiverem alguma sugestão sobre futuros pensamentos, coloquem-nos juntos aos seus comentários, ok?

Abraços e valeu!

 

O Respeito Em Conflito

 

             Quando qualquer pessoa que se presta a escrever sobre algo o qual se está interado, ela tem que, primeiro, fazer uma autocrítica, ou seja, olhar para si mesmo e perceber sobre o tema. E falar sobre os fãs deste algo é um assunto mais delicado ainda, pois se lida geralmente com sentimentos e opiniões extremamente individuais. Mas tem certas situações que percebemos que não se pode deixar passar de jeito nenhum e tem que ser ditar para que o erro seja refletido e corrigido. E Vamos começar com um exemplo.

                Um pessoa que admira somente lutadores da velha guarda (ou “old school” para os americanizados) se senta em frente a televisão ou computador e vai ver um show das federações que estão vivas no presente.  Geralmente, a reação da criatura é algo que gira em torno de uma possessão do “espírito do velho reclamante”, que é aquele que só sabe reclamar dos lutadores, dizendo que eles não tem mais várias coisas que ele via antigamente e que a geração atual de lutadores é uma negação total e que ninguém merece pisar no ringue, entre outras reclamações mais.

                A galera que curtiu alguns nomes do passado, como Bret Hart, Roddy Piper, Steve Austin e The Rock, quando observa alguns deles em ação, mesmo que seja por uma noite apenas, chegam a ter espasmos e orgasmos e berram dentro de si, implorando para que voltem, trazendo de volta toda aquela nostalgia que povoa os seus sonhos. E se alguém falar que prefere ver uma luta entre CM Punk e Alberto Del Rio, que Zack Ryder é muito divertido, John Cena é espirituoso ou que Kofi Kingston e Evan Bourne são uma dupla impressionante, está arriscado a perder o pescoço em questão de segundos, sem pestanejar.

                É preciso que se entendam alguns pontos para que essa situação seja contornada. A primeira delas é a questão de ter o pensamento anacrônico, o que quer dizer que nunca e em hipótese alguma nós devemos pensar o presente com os olhos e a mente do tempo passado, para que não haja distorções na sua opinião. Quando se pensa com amente focada em outros tempos, nós nunca tiraremos o que o presente tem a nos oferecer e não haverá possibilidade de se exercer um diálogo mínimo, com entendimento e respeito a admiração das pessoas pelos wrestler atuais.

                Outro ponto essencial é o de entender os sentimentos do outro pelo esporte. Pode até parecer um pouco estranho a princípio, mas cada um de nós temos pensamentos e percepções completamente diferentes de um mesmo fato. Podemos todos juntos ver uma mesma luta e falar que concordamos todos nos mesmos fatos, mas lá nos seus pensamentos essenciais, ninguém é igual um do outro. Eu posso gostar de algo a partir das minhas vivências, mas os gostos de outros por lutadores que eu não não gosto e que na minha concepção eu não posso explicar, podem ter as melhores e mais claras explicações e motivos por parte de quem gosta. O ponto é entender e aprender com o gosto do outro.

                E para amarrar tudo isso, vem a tolerância, a mesma que (pela falta dele) é a razão de início de vários conflitos é o ponto-chave para o entendimento de ambas as gerações. O aprendizado com o passado é fundamental para que se entenda a história do esporte, afinal, o pro wrestling não nasceu ontem e todo esse pessoal que fez história no passado é importantíssimo. Mas devemos nos lembrar de que quem faz o esporte hoje é a lenda do amanhã e para continuar a criarmos gerações de pessoas intolerantes, que critiquem sem respeito e que não tenham noção do que fazem, é melhor que isso seja remediado o mais breve possível. De preferência agora.

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Um comentário em “Na Teia do Aranha #38

  1. Grande João Aranha, Grande Texto.

    O texto para mim, está perfeito, pois quando penso em como resolver conflitos, uma palavra me vem a mente: tolerância.

    Gosto muito de como você aborda os temas.

    Abraços

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