Na Teia do Aranha #47

Salve pessoal.

Nesta semana em que o Brasil perde um dos ícones da luta livre, venho neste espaço refletir sobre um problema que assola as federações, especialmente em momentos como este. Quer saber o que é? Clique abaixo, leia, reflita, debata e divirta-se. Sugestões de próximos pensamentos sempre são bem vindas junto aos comentários.

Abraços e valeu!

 

 

 

Preenchendo Espaços

             A morte deixa os seres humanos não somente mais tristes, porém, mais reflexivos sobre temas mais profundos do que aquelas simplicidades do cotidiano. E quando é sobre uma pessoa que fez parte de um universo em que você vive, gera pensamentos sobre este universo. Não entrarei em detalhes sobre a morte recente de Ted Boy Marino, pois vários veículos de mídia já o fizeram e este não é o espaço para isso. Porém, não há como se esconder de que ele é uma lenda da luta livre no Brasil e um dos grandes responsáveis pela visualização do esporte no país. E sempre que um grande nome se vai, fica-se uma lacuna, que precisa ser preenchida. Mas será que, entre as gerações, as federações conseguem ocupar esses espaços, não deixando os fãs na saudade?

            Nacionalmente falando, o Brasil merece uma menção honrosa, por agora, depois de um bom tempo, criar um novo grupo de wrestlers que consegue ocupar esse espaço com dignidade e merece toda a torcida para que cresça cada vez mais. Cito especialmente a BWF, que nos últimos anos, conseguiu fazer pessoas que criticavam veementemente o modo como era conduzida (como eu) mudar de idéia e ver um presente emocionante e um futuro altamente promissor pra essa empresa.

            Agora, quando se vai até as grandes federações, como a WWE e TNA, as coisas precisam ser vistas com mais calma. A TNA pasou por um período onde precisou se manter com aqueles medalhões já conhecidos desde tempos anteriores a entrar na federação, e, mesmo tendo um fluxo de novos talentos maior que a WWE, não se renovou suficientemente e ainda depende dos  mais antigos para que a audiência continue decente. No último ano, a própria X-Division, que é o maior celeiro de estrelas, se estagnou por conta de Austin Aries travar o título com ele por cerca de um ano. Não é que ele não merecesse, mas para uma divisão que se compromete a ser mais dinâmica, manter o cinturão durante muito tempo, por esse ponto de vista, se constituiu em um erro. E somente a alguns poucos meses atrás é que voltaram a ter um território de desenvolvimento (Ohio Valley Wrestling).

            A WWE não fica muito longe da TNA no quesito renovação, porém, apresentam uma vantagem bem recente, que é o NXT. A fórmula que parecia dar certo nas primeiras temporadas começou a decair na quarta temporada, onde a própria empresa não sabia mais o que fazer com os lutadores em uma empresa que não costuma dar chances assim tão facilmente. Tanto que a temporada “NXT Redemption” durou mais de um ano e não teve um vencedor específico, com os três que sobreviveram a cinquenta e nove semanas de nada (Derrick Bateman, Titus O’Neil e Darren Young) sendo aproveitados na empresa.

            Mas, a nova roupagem do NXT merece um grande elogio, pois é um espaço muito propício para que os talentos que se destacarem na FCW (atual território de desenvolvimento) possam ser inseridos em um ambiente televisionado e que haja uma evolução gradual, sem que os lutadores sejam jogados, muitas vezes altamente despreparados, nos principais shows da empresa, o RAW e o SmackDown. É um caminho muito bom para o desenvolvimento de talentos, sem deixar que haja um vazio entre as passagens dos mesmos pela empresa.

            Moldar lutadores para que sejam os “novos John Cenas e Randy Ortons” não é uma tarefa fácil para nenhuma promoção de pro wrestling, por exigir uma confluência de vários fatores, mas é preciso que esse trabalho de descoberta e desenvolvimento seja feito, cada empresa a seu estilo, para que as gerações não sofram com esses espaços, como o Brasil sofreu a alguns anos atrás e que todas as gerações possam ter orgulho de apontar seus heróis no pro wrestling e digam com orgulho que viveram uma ótima época na luta livre.

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Um comentário em “Na Teia do Aranha #47

  1. Parabéns pelo texto Aranha, como sempre rápido e expetacular :D.
    Cara, eu concordo com você, acho que nunca houve uma tamanha necessidade de inovação como nos últimos anos, em função do tempo que vai passando e wrestlers como Edge, HBK e Ric Flair vão dizendo adeus a luta livre. Pegando o exemplo da WWE, a NXT foi algo maravilhoso para esses novos talentos, como o Bryan principalmente, o Barret que ainda está conquistando seu lugar, e a própria Nexus, uma stable fantástica que até acabou se perdendo um pouco no final, mas que você não citou.

    É claro que a NXT teve seu momento ruim, tanto que eu achava que nem existia mais NXT, e estava tendo a edição Redemption ( algo assim). Com essa renovação do programa, tudo melhorou os wrestlers Indies estão ganhando mais espaço o que é muito gratificante ver Bryan, Punk e Aries como World Champions. Acho que se ambas empresas( TNA e WWE) continuarem assim será um futuro promissor para o wrestling, e esses caras que eu citei, que já são considerados lendas, serão Deuses do pro wrestling daqui alguns anos.

    Gostei do tema, ficou muito bom seu texto:D

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