Na Teia do Aranha #48

Salve, galera.

Neste começo de feriadão para (quase) todos, venho com mais um pensamento pra vocês sobre um tipo de discussão que gera muita confusão entre os fãs de pro wrestling. Quer saber sobre o que é? Clique abaixo, leia, reflita, comente e debata. Sugestões de próximos textos sempre são bem vindo junto aos comentários.

Abraços e valeu!

 

Avaliar e Construir

Não há como negar que o planeta Terra, mesmo pequeno ao se comparar com outros do Sistema Solar, é muito grande. Infinidades de quilômetros, mais de duzentas nações que se matam e se ajudam, criam e destroem alianças todos os dias, perpetuando o poder dos mais fortes sobre os mais fracos. Mas, existem duas coisas que nunca se poderão tirar dos seres humanos. A primeira delas é o direito de se expressarem sobre os assuntos que quiserem. Se serão ouvidos ou não, se serão adorados ou contestados pelo que disseram é um assunto que entra em outro mérito, mas o direito existe. E outro ponto é a cultura do seu povo, pois ela é (parafraseando aquela sua professora da escola) a identidade de uma nação e, sem ela, o mundo seria um lugar muito chato e igual demais. Valorizar as diferenças é fundamental para que possamos viver em harmonia.

E o que isso tem a ver com pro wrestling, que é um esporte que atrai multidões em vários locais do mundo e… ops, começamos aí. Esse mesmo esporte, que teve sua origem remota na Grécia Clássica, arrebata multidões em todos os cantos do globo e muitas escolas surgiram e continuam a surgir. Porém , existem três que são as principais e que são fonte de inspiração para a criação de muitas outras. A primeira delas é a escola norte americana, que se utilizou da força física dos lutadores para a criação de espetáculos que se aproximassem mais da violência real que um combate pode proporcionar. Claro que existe a face do entretenimento aqui (como nas outras escolas), mas aqui ela não é um fator tão exaltado.
Já na escola mexicana, a diversão é algo que vem acima de tudo. Personagens mascarados ou fantasiados, com características ludibriantes batalham e seus lutadores, em geral, aproveitando o biotipo do homem latino, usam golpes que demonstram grande habilidade e flexibilidade e as rivalidades ganham tons de drama fantástico, com desfechos incríveis. A terceira e última escola é a japonesa que, inteligentemente, bebeu da fonte das duas primeiras escolas e ainda adicionou aquela bravura e sentimento de nunca desistir que somente os japoneses podem proporcionar. Sem falar no ambiente de guerreiros, que é singular do oriente.
E então nos aparece o fã de luta-livre, que aprendeu tudo sobre o esporte pela internet e que pensa que o universo só se limita a uma federação, criando comentários que se remetem apenas a dizer que o que conta é apenas a escola americana, porque ela é a mais famosa, ou somente a mexicana, pois ela é a mais divertida ou a japonesa, por terem os melhores lutadores. Travam uma guerra inútil e que nunca terá um resultado, afinal, as três possuem as características básicas em comum, mas cada uma se especializou em ramos tão diferentes que não tem como comparar se um é melhor que o outro: os três tem as suas qualidades e pontos a melhorar.

É preciso, antes de emitir qualquer opinião sobre determinado grupo, conhecer bem sobre o que se quer falar. Sejamos fãs de pro wrestling, mas levemos o debate a níveis mais elevados. WWE, TNA, CMLL, AAA, NJPW e AJPW  são algumas dentre as várias federações que representam muito bem essas três escolas faladas. As redes sociais estão tornando o contato entre os lutadores e os fãs mais próximo. Então, porque não dar uma chance real e analisar de verdade, para que se possa emitir uma opinião decente sobre o que gosta ou não, com críticas construtivas? Os fãs do esporte e o pro wrestling serão eternamente gratos.

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Um comentário em “Na Teia do Aranha #48

  1. Curto o texto, mas era o que se precisava!

    Eu sou um fã de Wrestling, principalmente do Sports Entertainment. Acho que é o lugar onde mais me encontro e me sinto melhor assistindo e me “interagindo” com a luta. É nessa área que gosto de opinar e debater sobre coisas e também tenho o direito de fazer isso.. Sem modéstia à parte, eu entendo sobre o assunto xD’

    Já sobre as escolas mexicanas e japonesas, prefiro nem falar nada. Não acompanho, até tenho vontade, mas não quero que isso se torne algo como é com as escolas americanas que penso que é prioridade pra mim hoje… Por causa desse motivo nem penso em dar uma de entendedor e comentar sobre coisas que nem sei. Não fico por ai dizendo quem é melhor entre os três países, pois sei que estarei errado de qualquer jeito.

    Pra mim quem faz isso deve ser louco. São três lugares totalmente diferentes, e produtos que são apresentados de formas que o seu público e seu povo gosta. Não adianta alguém do méxico tentar mostrar TODA a sua cultura lá no Japão pensando que isso pode dar 100% certo, assim como alguém do Japão pode não der certo nos EUA e vice versa. Hoje isso pra mim é um fato, já que são poucos, mas muito poucos que conseguem se estabilizar numa cultura de dois países diferentes, ou melhor, lugares que “aceitam” lutadores de nações diferentes.

    Portanto, não acho certo comparar uma coisa com a outra. Aqui no Brasil é sempre isso com qualquer programa de televisão, algum outro esporte e talz, são conteúdos de outras maneiras, e só acompanha quem quer.

    Mais uma vez, ótimo texto Aranha!

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