Na Teia do Aranha #52

NA TEIA

 

Salve, pessoal!

Nessa manhã de sábado, venho com mais um pensamento para vocês, sobre algo importante, não só para quem está conhecendo a luta livre recentemente, mas para quem já é fã a um bom tempo. Ou seja, para todos. Quer saber o que é? Clique abaixo, leia, reflita, debata e aproveite. Não esqueça de deixar sugestões para os próximos pensamentos junto as suas respostas.

Abraços e valeu!

É Pra Crescer?

 

              Antes de entrar no tema, primeiro pensemos no que significa desenvolvimento. O dicionário Michaelis coloca como um dos significados do verbete: “crescimento ou expansão gradual”. Ou ainda: “adiantamento, progresso”. Ou seja, é qualquer pensamento ou ato que te faça ir de um estágio inferior a um estágio superior na vida. E é naturalíssimo que tenhamos desejo de se desenvolver, afinal, existe alguém em um estado de normalidade que gostaria de ser daqui a dez anos a mesma coisa que é agora? Ou você se vê a mesma coisa do que era a dez anos atrás?

            Profissionalmente falando, desenvolver-se é fundamental. Se a pessoa se mantém estática, na sua mesma posição e situação, achando que não tem a necessidade de adquirir mais conhecimentos ou habilidades, renovando e aumentando a vontade que o faz seguir em frente, será posto no olho da rua sem remorso algum por seus superiores. Isso, se conseguir uma colocação no mercado de trabalho. E para que se desenvolva, é preciso se esforçar muito, vir lá de baixo, com “sangue, suor e lágrimas” escorridas pelo caminho. Afinal, aqueles que nascem em berço de ouro são menos de 1% do mundo inteiro e, mesmo assim, não é garantia total de que eles manterão seus postos.

            E o que diabos isso tem a ver com Pro Wrestling? Tudo! Os lutadores querem crescer, ir para as maiores e melhores federações do mundo, viajarem mostrando o que sabem fazer, apreender o que conseguirem com o passar dos tempos e deixarem seus nomes marcados no topo do esporte, criando momentos que serão perpetuados na história. E tudo tem um começo, que são nas milhares de federações independentes espalhadas pelo mundo. Pergunte àquele seu lutador favorito se ele, mesmo estando muito bem lá na “federação angolana de pro-wrestling”, se ele não gostaria de estar lutando na WWE, TNA, NJPW, CMLL ou algumas das principais do mundo? É praticamente certo de que ele dirá um sonoro “sim”.

            É claro que, entrando nessas maiores empresas, algumas coisas podem ser mudadas nesse seu lutador favorito. Mas, a essência, ele nunca perderá e será sempre aquele mesmo lutador de todas as vezes que você viu lá, lutando naquele pequeno ringue, pra uma platéia razoável. Mas, você conhece funcionário que entra em uma empresa e impõe 100% do seu estilo de vida lá dentro? Ou ele não se adapta, com o que conhece,  ao que a empresa lhe oferece? Se alguém chega impondo seu estilo em totalidade, é fato que ele será engolido pela dinâmica da organização e nunca se desenvolverá como deveria.

            Meu caro fã de luta-livre que lê isso, uma mensagem muito amiga de quem vê ou já viu da WWE até a “federação angolana de pro-wrestling”: não fique chorando feito uma viúva de véspera só por saber que aquele lutador tão querido por você vai pra uma das grandes federações do mundo, e emitindo comentários do tipo: “a federação X vai destruir ele, mimimimimi”, ou “se ele for pra federação Y, paro de ver luta-livre, mimimimimi”. Se você vai reclamar disso, arrume um dos milhares de meios virtuais para se comunicar com os lutadores e pergunte a ele o porquê dele querer ir pra lá. Creio que te dará uma resposta bem incisiva. E torça pra que ele cresça e se desenvolva, porque é isso que faz o esporte crescer e se tornar cada vez mais apaixonante para os que gostam e querem ver o real desenvolvimento do todo.

 

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2 comentários em “Na Teia do Aranha #52

  1. Ótimo texto, Aranha!

    Também concordo com seu ponto de vista. Não é só porque o cara pode perder a maioria dos seus golpes em tal empresa, não quer dizer que ele pode ser desaproveitado. Acho que na WWE, principalmente, é muito mais válido ver esses novos Indys Star começando do zero ali, do que ver lesmas no ringue como Jobber que todos sabemos que não vão a lugar algum. A rapa que a WWE faz nas Indys é algo muito bom hoje pois do jeito que eles vão ser aproveitados (Pelo menos a maioria), podemos ter o mínimo de positivismo pois sabemos que tal cara tem um talento magnífico. Além de que é a chance de vermos os Jobbers que não fazem NADA, não apareceram na TV e ficam lá só tomando Squash, podendo ir embora de vez.

    Na TNA eu acho mais difícil ser alguém que vem da Indys e se dar bem. Apenas o Aries conseguiu isso pois em frente de tantas caras conhecidas, algumas lendas dentro do Roster, que com certeza teriam mais destaque do que ele. O Joe conseguiu no começo, mas agora é apenas mais um no Roster e tivemos outras falhas como o Nigel, Jigsaw e agora o Kenny King que ainda não mostrou nada do que sabe, creio eu. Assim como a WWE deixou de aproveitar o Low Ki, Colt Cabana etc.

    Não entendo muito o pensamento de alguém que vê isso por outro lado. Talvez o tal ídolo possa fazer lutas muito melhores, mais seguras pra ele próprio e com muito mais visibilidade no mundo, ser alguém conhecido e que possa fazer alguém se animar com o seu passado no Wrestling, e querer conhecer da onde ele veio, e se ele e tantos outros vieram dali, é certeza que o lugar é ótimo!

  2. Esse tipo de reclamação eu vejo muito, de caras que dizem ser fã de tal wrestler, mas basta ele conseguir um contrátro com uma empresa grande, pronto, já é motivo para tacar paus e pedras no coitado. Esses caras se fossem realmente fãs, apoiariam e continuariam acompanhando o wrestler independente do meio onde trabalham. Pois com certeza aquele era o grande sonho dele, como você mesmo disse, de crescer no ramo do wrestling, e é certo que ele fará de tudo para não se decepcionar e também não decepcionar os fãs.

    Isso serve para o contrário, quando seu wrestler favorito da WWE ou TNA, vai para uma empresa Indy mal conhecida. Acontece também esse tipo de rejeição, e muitas vezes nessa empresa indy ele acaba fazendo um melhor trabalho do que antes, em uma dessa grandes, mas acaba nem sendo mais considerado pelo seu “fã”, por esse preconceito e ( frescura) mimimi.

    Muito legal seu pensamento cara, gostei do texto Aranha, como sempre!

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