Na Teia do Aranha #54

Fala pessoal! Nesse domingo de carnaval, deixemos os festejos de lado e leiamos um pensamento sobre mais um terma sugerido pelos leitores da coluna e que é muito pertinente para a época. Quer saber o que é? Clique abaixo, leia, reflita, debata e sugira próximos textos junto aos seus comentários.

Abraços e valeu!

NA TEIA

Pátria de 1, 2, 3

 

            Um leitor da coluna sugeriu que eu escrevesse sobre Luta Livre Nacional, o que trouxe até alguma curiosidade no começo, mas, para não falar qualquer coisa, pensei onde poderia pesquisar melhor para entender mais sobre a linha do tempo que envolve desde os primórdios do esporte até os dias atuais. E sabe qual foi a primeira fonte? Minha mãe. Perguntei pra ela: “Mãe, você lembra alguma coisa de Luta Livre no Brasil?”, e a resposta foi um tanto quanto surpreendente:

            – “Sim, eu lembro do Ted Boy Marino. Achava ele muito legal. E ainda tinha um cara que pagava de malvado, o Aquiles. Achava ele muito bom.”

            Essa resposta levou a pensar sobre essa linha de pensamento que a Luta Livre no Brasil fez na sua trajetória. De Ted Boy Marino e Aquiles a Xandão e Sonico, muita coisa aconteceu. Mas, o que houve?

            Lá no começo, no século passado, a luta surgiu com características circenses, pois, boa parte dos primeiros lutadores do país saírem das raízes do circo. Ou seja, as acrobacias dos golpes se uniam ao caráter do entretenimento, o que funcionou durante muitos anos. Conseguimos ver lutas do passado e nos divertimos muito tanto pelo aspecto do entretenimento quanto pelo do combate em si.

            E é exatamente nesse ponto que se percebe uma das duas principais causas dos tempos negros que a Luta Livre Nacional passou: a falta de equilíbrio entre a luta e o entretenimento. Por algumas raras exceções, muitos eram ótimos animadores e acrobatas, mas pecavam na luta. E quem lutava tinha dificuldades de inserir elementos de diversão nas suas características pessoais.

            O outro motivo é a mudança de mentalidade do público, que viu os esportes de combate crescerem nas últimas décadas e não encontrava identificação de combate nas lutas que viam, em especial as televisionadas, que eram moldadas de acordo com a vontade das emissoras, que queriam focar mais na diversão, deixando a luta em segundo plano.

            Mas, desde o começo dos anos 2000, percebemos um crescimento latente do esporte no país, com as federações se organizando, deixando para trás as rinhas e pessoas que atrasaram o contexto da modalidade com pensamentos retrógrados e raciocinando para a frente, entendendo o público, indo aonde eles estão e ganhando paulatinamente uma legião de fãs fiéis aos lutadores. A compreensão do ambiente que estão aliado ao trabalho em grupo estão trazendo resultados. Não é a toa que as principais promoções de Pro Wrestling do mundo vêem o Brasil como um mercado potencial real não somente de público, mas de talentos também.

            Não se espantem se, num futuro bem próximo mesmo, vermos lutadores das principais federações nacionais debutando nas melhores do mundo. Afinal, os estrangeiros estão chegando por aqui com um respeito que não tinham antigamente. O Torneio Latinoamericano de Luta Livre que está por vir é um exemplo de que a Luta Livre Nacional tomou um rumo de crescimento excepcional. Barreiras sempre existirão, mas a capacidade de, mais do ultrapassá-las, mas destruí-las, é que está tornando a Luta Livre Nacional um esporte realmente atraente e emocionante, como todos desejam ver.

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