Na Teia do Aranha #56

NA TEIA

 

Salve, pessoal.

Nesse domingo, mais um pensamento. Desta vez, sobre mais uma questão que está sempre causando muita confusão entre os fãs de luta livre. Quer saber o que é? Cliquem abaixo, leiam, reflitam, comentem (deixando sugestões de próximos textos), debatam e divirtam-se.

Abraços e valeu!

Voltas e Voltas

 

          Um dos maiores questionamentos que os fãs de pro-wrestling se fazem é sobre a questão entre o equilíbrio entre a paixão do esporte e a lucratividade e rentabilidade financeira. Esse ponto vital, que todas as empresas ligadas a luta livre buscam, causa um misto de amor e ódio entre quem está vendo os shows e está produzindo. Afinal, aquele lutador que é muito habilidoso e executa golpes incríveis em cima do ringue pode não estar na programação das próximas semanas, isso se ele não for limado da federação, desejando a ele “melhor sorte nas empreitadas futuras”. Será que é simplesmente uma questão de as empresas serem “mercenárias”, se importando somente com o que o bolso delas possa arrecadas ou tem mais coisa por aí?

            A primeira coisa a se pensar (e me desculpem os céticos) é de que nenhuma empresa que deseje crescer e se expandir para que o público a conheça, sobrevive somente de paixão e amor. Precisa de uma saúde financeira boa o suficiente para fazerem as coisas andarem. E para isso acontecer, tem que trabalhar para que o seu produto se torne o melhor possível, desde a concepção até a finalização, passando por padrões de qualidade e pesquisa de marketing. No pro-wrestling, os produtos são os lutadores e, para que o público “compre” o lutador, é necessário todo um aparato, desde a criação e composição visual, os tipos de golpes que ele poderá aplicar, os tipos de storylines que ele se inserirá e como é o desenvolvimento dele, tanto no caráter de interpretação do seu personagem quanto o desenvolvimento dele como lutador em cima do ringue.

            E, como em qualquer empresa, mudanças são feitas caso precisem lucrar mais com o seu produto. Não é diferente em uma federação de luta livre. Se aquela rivalidade não empolga, aquele personagem já não traz os resultados esperados ou se aquele programa não apresenta a média de audiência aguardada, é hora de rever os conceitos e mudar mesmo. E existem casos que nem é necessário fazer mudanças, bastando apenas retirá-lo de sua programação por um tempo e encaixá-lo assim que a brecha for criada para isso ou quando criarem segmentos que abram essa oportunidade para que se insira o personagem.

            Isso acaba se tornando um jogo de xadrez tão complexo que um dos dois lados – empresa e fãs – podem sofrer as consequências de uma peça mal movida ou de uma mexida muito bem feita. E o equilíbrio falado no começo é uma utopia. Mas, uma coisa nunca irá mudar: o ponto final da linha são os fãs. Se houver mobilização, a coisa muda. E todas essas vezes que escrevi a palavra “mudança”  no texto só acontecem porque nós reclamamos ou elogiamos. Podem até acontecer decisões internas, mas, repetindo, somos os clientes finais. E isso é que faz a diferença.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s