Na Teia do Aranha #59

NA TEIA

 

Fala, pessoal!

Mais uma vez, estamos aqui para apresentar um pensamento a vocês. Dessa vez, tem a ver com os amadores na luta livre. Quer saber o que é? Clique abaixo e confira.

Valeu!

No Fundo do Quintal

É de conhecimento da maioria que o pro wrestling é um esporte que exige muito do ser que o pratica. Treinamentos de vários tipos levam a pessoa a se fortalecer cada vez mais, tanto no aspecto físico, quanto mental. Afinal, não adianta ser muito habilidoso e mentalmente instável ou um cara de pensamento centrado, mas totalmente destreinado. Aquela velha historinha de que “luta livre é mentira” e “ninguém se machuca” cai por terra quando se pesquisa em fontes dignas e se acham os acidentes que são causados na prática, por golpes executados erroneamente ou outros tipos de situação que levam a lesões que, em algumas vezes, são irrecuperáveis ou até levam o sujeito a óbito.

Porém, é inevitável que o fã, no desejo de fazer como seus ídolos no esporte, acabe contagiando os amigos com a sua paixão e, em algum momento da vida, já tentou brincar emulando os golpes dos lutadores. Quem nunca brincou disso? Mas alguns saem do limite da brincadeira e começam a fazer isso de forma focada a crescer no negócio. Surgem os grupos de “backyard wrestling”, ou seja, luta livre de quintal. O nome é dado por começarem em um quintal da casa de alguém do grupo e a coisa prosseguir, com pessoas se agregando e tudo o mais.

A internet é testemunha do crescimento desses círculos. Vídeos são feitos e até títulos são criados entre essas pessoas, para que disputem entre si. A coisa é feita de maneira extremamente amadora e sem o menor cuidado com aspectos que tornem o processo mais seguro para todos. A razão dada por alguns membros dessas turmas é que querem se espelhar nos exemplos de alguns grupos que começaram no fundo de quintal e cresceram a ponto de serem empresas realmente formadas e estabelecidas na indústria. Porém, se esquecem de que esses conjuntos de pessoas seguiram três aspectos que não vem sendo seguidos pela maioria absoluta por não serem visualizados no afã de fazer a coisa acontecer.

A primeira delas é a orientação. Existem empresas, lutadores e treinadores que são extremamente solícitos e conseguem ser contatados, especialmente pela internet, os quais poderiam ser pedidos orientações e conselhos para que o desenvolvimento realmente acontecesse. Trocar experiências sólidas é fundamental. O segundo aspecto é o treinamento. Não adianta você apenas fazer um aquecimento de dois minutos e achar que já pode saltar do alto da terceira corda, pois o trino vai muito mais do que isso. Exige treinamento físico digno de bons esportistas para que o corpo e a mente tenham condições de subir a um ringue. O último ponto é a segurança. Parece brincadeira, mas não são raros os casos de pessoas que morrem no que executam golpes de luta livre, em especial com amadores. Tem que se prezar até o final pela vida das pessoas, criando condições para que o esporte seja praticado da melhor forma possível.

Parece discurso de pai zeloso, mas é um toque pra galera que sai por aí no impulso, fazendo qualquer coisa dizendo que é wrestling e, no final das contas, não assume os resultados dos erros. Até mesmo o amadorismo exige seriedade no que se faz, para que a diversão não se torne destruição. E que todos cresçam da maneira correta, fazendo com que todos ganhem no final.

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