Na Teia do Aranha #60

NA TEIA

Salve, pessoal!

Comemorando sessenta edições (tudo isso!), colocamos aqui mais um pensamento, agradecendo a todos que lêem, refletem e debatem até hoje. Quer saber do que se trata? Clique abaixo e descubra.

Abraços e valeu!

Estrelas Cadentes

            Nesse texto, vamos começar com uma simples reflexão. Imagine que você é uma pessoa extremamente competente em uma área especifica de trabalho e foi contratado por uma grande empresa com o pretexto de que só você pode fazer as atividades os quais eles estão desejosos. Porém, no primeiro dia de trabalho, você já chega apontando para os outros com toda a arrogância do mundo, e ainda diz que só vai fazer o seu trabalho quando tiver vontade. E, mesmo que consiga fazer o seu trabalho muito bem feito, o relacionamento com os colegas e o trato com o próximo e com a ética incorporada a sua profissão é jogada para o espaço. A primeira pergunta é: vocês acham que ele vai continuar na empresa? Segunda pergunta: isso acontece no mundo da luta livre?

                    Para a primeira pergunta, a resposta é um sonoro ”não”. Nenhuma empresa no mundo mantém alguém que, no meio de uma vantagem, traz inúmeras desvantagens que tornam o ambiente da empresa totalmente insustentável. Chega ao ponto de grupos inteiros cruzarem os braços contra um indivíduo que prejudica o todo de verdade e, na análise da situação, verificada a viralização do problema vinda daquele indivíduo e não se conseguindo resolver a situação, ele será demitido. Por maior que seja o talento, ninguém é insubstituível.

            E para a segunda pergunta, vem um grandioso “sim”. Uma promoção de pro wrestling contrata um talento vindo das federações independentes, que era mundialmente aclamado pela crítica e, quando entra na empresa, não consegue manter um padrão suficiente para se adequar aos padrões da empresa. E, por mais que existam territórios de desenvolvimento e treinadores competentes pra mostrar a ele o caminho pra usar das suas habilidades (latentes ou não) para trilhar bom caminho na federação, se ele não tiver atitude pra mudar, nada feito. Na outra ponta, um medalhão famoso que chega em uma federação menor e começa a fazer muitas exigências para se manter ali e desagrada o plantel inteiro com a atitude pedante de ser, por mais que seja uma grande estrela, se torna um grande candidato a ser desligado daquela empresa de luta livre.

                   Existe uma solução para isso? Não existe uma fórmula mágica para isso, mas existe um pensamento que todo lutador deveria ter, que é a soma da humildade, esforço e desejo de somar à empresa a qual é um funcionário agora. Sim, repetirei aquela velha frase (que tentei não escrever, mas não deu, me perdoem): promoções de luta livre possuem a mistura do esporte com entretenimento e paixão, mas são empresas. E, como empresas, tem que ter seriedade suficiente para ver quem vai colaborar com o crescimento. E não importa se é a maior estrela do universo: caso não crie afinidade, tem que ser mandado embora, pois ter uma equipe sintonizada acarreta em boas apresentações, que acarreta em lucratividade e rentabilidade. Ganha a empresa, ganham os lutadores e ganham os fãs, que poderão ver um show da melhor qualidade, sem saltos altos e palquinhos para as estrelinhas.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s